19 de dez. de 2008



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Ano passado, escrevi sobre o tempo que leva para surgir um craque.

Craque que, o torcedor comum, imagina nascido em árvore.

Santa ingenuidade, Batman!

Craque é como vinho, meu amigo.

Craque não é refrigerante.

Craque é adepto dos barris de carvalho.

Verdade empírica.

Mesmo assim, verdade.

Passa longe dos fast foods da vida...

Na tentativa de evitar o apedrejamento dessa nova safra alvirrubra, fui buscar os arquivos.

Acordei.

Leiam.

A longa e tortuosa estrada dos gênios do futebol.

E tenham paciência.

Prima-irmã da sabedoria.

No primeiro capítulo, Gena!

Amanhã?

Nado!

Por ROBERTO VIEIRA


Gena tem mais títulos que qualquer outro lateral no estado. Cansou de receber faixa. Pois bem. Gena estreou numa partida contra o poderoso União da Macaxeira. Um dia de chuva torrencial. O jogo foi realizado de portões abertos e o Timbu apresentou novidades no setor ofensivo. Nado havia sumido. Faltou a convocação do técnico Alfredo Gonzalez. China foi poupado. O ataque ficou Miro, Lala, Bita e Nino. No meio-campo, os extraordinários Salomão e Rinaldo. Em resumo: Um timaço. O Náutico abriu o marcador aos 40' com Nino recebendo passe de Miro. O União empatou por intermédio de Lula. No segundo tempo o Timbu goleou com tentos de Nino, Rinaldo, Bita e Miro. Placar final de 5x1. Sobre o fenomenal Gena, nenhuma linha nos jornais. A torcida sequer notou aquele lateral e sua técnica refinada. Porque muitas vezes, o essencial é invisível aos olhos. Depois desse jogo, Gena voltou pra reserva da reserva. Quem jogava era Gernan, Zé Luís e Paulinho. Gena só conseguiu segurar a posição dois anos depois. No dia 4 de fevereiro de 1965, contra o Santa Cruz.


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