Toda história apresenta três versões.
A do Chapeuzinho Vermelho.
A do Timbu Mau.
E a verdadeira.
Segue a versão do Timbu Mau no Jornal do Commercio pernambucano...

REDAÇÃO JC
A diretoria do Náutico pretende aguardar até a publicação da súmula do árbitro paulista José Henrique de Carvalho, o que deve acontecer hoje, para se pronunciar sobre os incidentes envolvendo o time do Vitória e o Batalhão de Choque da Polícia Militar de Pernambuco, anteontem, durante a vitória alvirrubra por 1x0, no Estádio dos Aflitos, pela 33ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Os baianos acusaram oficiais do BP Choque de terem invadido o vestiário da equipe, no intervalo, para dar voz de prisão ao goleiro Viáfara, que teria deixado o gramado xingando a arbitragem. Depois do confronto, alegaram que o policiamento havia feito uso do spray de pimenta contra os atletas dentro do vestiário.
Ainda no gramado, após os incidentes, o presidente do Vitória, Alex Portela, prometeu entrar com uma representação na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pedindo a interdição do Estádio dos Afitos. “Vamos solicitar à CBF a interdição dos Aflitos. Isso é horrível para o futebol brasileiro, mas não podemos deixar passar um estádio sem segurança”, criticou. “Nossos atletas foram ameaçados no intervalo e entraram nervosos no segundo tempo. Não tinham condições para atuar. Não podem realizar mais outras partidas aqui. A CBF precisa tomar providências”, completou.
Quem esteve no vestiário do Vitória após os incidentes foi o gerente de futebol alvirrubro, Vulpian Novaes, que também é coronel da Polícia Militar. Ele conversou com o presidente Alex Portela e disse que o Náutico estava se colocando à disposição para aquilo que os baianos precisassem. Porém, o dirigente timbu garantiu que não viu nenhum indício de que oficiais do BP Choque tenham feito uso de spray de pimenta no vestiário baiano. “Eu entrei no vestiário e não vi nada de anormal. Agora é esperar para ver o que o árbitro da partida vai relatar na súmula”, disse Vulpian. “Só não consegui entender porque os integrantes do Vitória fizeram isto. Talvez tenha sido uma resposta a visita dos oficiais no intervalo da partida”, completou.
Vulpian Novaes eximiu o Náutico de responsabilidades pelos incidentes nos Aflitos. “Este problema envolveu apenas o BP Choque e o Vitória. O Náutico não pode ser responsabilizado por nada. Por isso, nós estamos tranqüilos”, garantiu.
O problema envolvendo o Vitória e o BP Choque havia começado no intervalo. Foi o técnico Vágner Mancini quem deu o pontapé inicial na polêmica, ao dizer na volta do time para o segundo tempo que sete ou oito polícias haviam entrado no vestiário para dar voz de prisão ao goleiro Viáfara, sob a alegação de que ele teria xingado o árbitro José Henrique de Carvalho.
O capitão do policiamento, Washington Souza, explicou que os policiais haviam ido ao vestiário para pedir apenas mais calma ao arqueiro baiano. “Se eu tivesse dado voz de prisão, ele estaria agora preso. Fomos lá apenas pedir que ele voltasse ao campo mais calmo”, ponderou.
Mesmo que não fale abertamente sobre o assunto, a diretoria do Náutico não descarta fazer uso de seguranças particulares dentro dos Aflitos nas duas partidas restantes do time em casa nesta Série A. Afinal, os alvirrubros não querem mais pagar por excessos do BP Choque na temporada.

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