1 de nov. de 2008




Por ROBERTO VIEIRA

O personagem da partida poderia ser Roberto Fernandes.

Fernandes que colocou um terceiro atacante.

Fernandes que vestiu o branco da paz.

Mas gritou o vermelho de luta.

O personagem também poderia ser Eduardo.

Eduardo que fez uma maravilhosa ponte no final da partida.

Mas Eduardo seria pleonasmo.

O personagem poderia ser Derlei.

Soberbo. Anulando Ramon.

Correndo e vertendo suor.

Quem sabe o jovem Anderson?

Personalidade e fôlego.

O mais correto talvez fosse dar o título a Felipe.

Felipe que esteve entre o Palermo e o Paraíso.

Felipe que insistiu na paradinha.

Felipe que insistiu no mesmo canto.

Felipe de Todos os Santos.

Mas não podemos negar o óbvio.

O ululante.

O personagem de hoje é a torcida alvirrubra.

Torcida de sangue.

Torcida de muito suor.

Torcida que vivia de lágrimas.

Torcida que durante oito dias será uma torcida de vitória.

Torcida acostumada a sofrer.

E sofrer. E sofrer.

Mas uma torcida imortal posto que é chama...


* Em homenagem ao imortal torcedor Zequinha...



0 comentários:

Postar um comentário

Comentários