
Por ROBERTO VIEIRA
O personagem da partida poderia ser Roberto Fernandes.
Fernandes que colocou um terceiro atacante.
Fernandes que vestiu o branco da paz.
Mas gritou o vermelho de luta.
O personagem também poderia ser Eduardo.
Eduardo que fez uma maravilhosa ponte no final da partida.
Mas Eduardo seria pleonasmo.
O personagem poderia ser Derlei.
Soberbo. Anulando Ramon.
Correndo e vertendo suor.
Quem sabe o jovem Anderson?
Personalidade e fôlego.
O mais correto talvez fosse dar o título a Felipe.
Felipe que esteve entre o Palermo e o Paraíso.
Felipe que insistiu na paradinha.
Felipe que insistiu no mesmo canto.
Felipe de Todos os Santos.
Mas não podemos negar o óbvio.
O ululante.
O personagem de hoje é a torcida alvirrubra.
Torcida de sangue.
Torcida de muito suor.
Torcida que vivia de lágrimas.
Torcida que durante oito dias será uma torcida de vitória.
Torcida acostumada a sofrer.
E sofrer. E sofrer.
Mas uma torcida imortal posto que é chama...
* Em homenagem ao imortal torcedor Zequinha...

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