
Por ROBERTO VIEIRA
Baseado no comentário de BRUNO JUNQUEIRA ao meu artigo sobre o Íbis no Blog do Juca
Por uma destas coincidências, Íbis e Flamengo do Rio aniversariam hoje.
Ambos rubro negros.
Quis o destino, e Henfil, ambos tivessem um símbolo alado.
O clube pernambucano foi buscar seu mascote no antigo Egito.
Na ave pernalta que representa o rosto do Deus Thoth.
Thoth, a mais antiga divindade médica daquelas bandas do Rio Nilo.
Já o Flamengo foi buscar seu símbolo pela pena de Henfil.
Um simpático urubu.
Em resposta ao canticos racistas nas arquibancadas do Maracanã.
O Íbis nasceu no operariado tecelão.
Simples e humilde.
Assim continuou por toda a vida.
O Flamengo nasceu aristocrático.
Porém, evoluiu para se tornar o clube do povo.
Tornou-se tecelão.
Entre 1980 e 1984, o Íbis não ganhava nem jogo de porrinha.
Foi quando seu irmão gêmeo, o Flamengo, sagrou-se campeão mundial.
O dia 15 de novembro marca os 70 anos do Íbis.
E os 113 anos do Flamengo.
O pior time do mundo.
E a maior torcida do Brasil.
Íbis de Vavá e Bodinho.
Íbis do goleiro Jagunço.
Flamengo de Domingos da Guia e Zico.
Flamengo de Fio Maravilha.
Provando de uma vez por todas.
Pelo menos no futebol.
Que esse negócio de signo não está com nada...


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