Por ROBERTO VIEIRA
Um dia, alguém vai falar sobre o dia de amanhã.
Falar sobre os Aflitos em festa.
Falar sobre a multidão alvirrubra nas arquibancadas.
Lembrar dos jogadores em campo.
Do sangue.
Do suor.
Das lágrimas.
Um dia, o amanhã será história.
Tema de conversa nas esquinas.
Motivo de orgulho e alegria.
Mas todo amanhã, antes de tornar-se história, deve ser escrito com um gol.
Com um drible.
Com uma grande defesa.
Uma bola que raspa na trave.
Como aquele amor não realizado surgindo de repente. Passado.
Fazendo a mão acender o cigarro no espaço.
Erguer o brinde ao infinito.
Um dia, um filho irá perguntar ao pai o motivo dessa paixão sem limite.
O motivo de sorrir e chorar durante um jogo de futebol.
O motivo de lembrar, quando o mais certo é esquecer.
Um dia, a resposta será 'o dia de amanhã'.
Um domingo de sol nas arquibancadas lotadas dos Aflitos.
Um dia que seria um dia como todos os outros.
Exceto por um motivo.
Amanhã será o dia de mais uma vitória do Náutico.
Para os que não acreditam?
Meus amigos!
O fundamental permanece invisível aos olhos.
Ouça apenas a voz do seu coração.
Esse velho e sofrido coração vermelho e branco.
Coração ungido por tantas batalhas.
Coração que ainda insiste em gritar:
N-Á-U-T-I-C-O!
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