Por ROBERTO VIEIRA
A tragédia em Santa Catarina evoca amargas lembranças nos pernambucanos.
Lembranças centenárias no estuário do Capibaribe.
O primeiro dilúvio em 28 de janeiro de 1632.
Holandês.
Em 1854, as águas venceram o aterro de Afogados. De goleada.
Por três dias, o Recife submergiu.
No século XX, a ocupação desordenada do solo trouxe o caos.
1914. Mortes.
1920. Recife isolado do mundo.
Pontes desabando.
1924. 1962. 1964. 1966.
A catástrofe em agosto de 1975.
Quem viu Pernambuco devastado, não imaginava o estado voltando a sorrir.
Cem mortos. Milhares de flagelados.
Vidas destruídas. Dilúvio.
Na memória, uma esperança:
A bela imagem do artilheiro Dario visitando abrigos.
Consolando crianças. Abraçando idosos.
Marcando um gol de placa.
Felizmente, a tragédia pernambucana teve solução na engenharia.
A construção de barragens, como a de Tapacurá, puseram fim ao drama.
Em maio de 1978, o governador Moura Cavalcanti entregava as obras ao povo pernambucano.
Promessa de governo do presidente Ernesto Geisel.
Um momento de lucidez na ditadura, quem diria?
Já a tragédia de Santa Catarina tem solução mais difícil.
As variáveis são imensas.
Mas, um pernambucano, ao ver a devastação, lembra.
Ontem, fomos nós os desabrigados.
Fomos nós a receber ajuda de todo o país.
Chegou a hora de retribuir.
Chegou a hora de sermos irmãos.
As doações continuam no Clube Náutico Capibaribe (Centro Administrativo).
E no Hospital de Olhos Santa Luzia, na Estrada do Encanamento 873, bairro de Casa Forte.
Vamos empatar esse jogo!
[imagem]
O mais belo gol de Dario


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