30 de nov. de 2008





Por ROBERTO VIEIRA


A tragédia em Santa Catarina evoca amargas lembranças nos pernambucanos.

Lembranças centenárias no estuário do Capibaribe.

O primeiro dilúvio em 28 de janeiro de 1632.

Holandês.

Em 1854, as águas venceram o aterro de Afogados. De goleada.

Por três dias, o Recife submergiu.

No século XX, a ocupação desordenada do solo trouxe o caos.

1914. Mortes.

1920. Recife isolado do mundo.

Pontes desabando.

1924. 1962. 1964. 1966.

A catástrofe em agosto de 1975.


Quem viu Pernambuco devastado, não imaginava o estado voltando a sorrir.

Cem mortos. Milhares de flagelados.

Vidas destruídas. Dilúvio.

Na memória, uma esperança:

A bela imagem do artilheiro Dario visitando abrigos.

Consolando crianças. Abraçando idosos.

Marcando um gol de placa.

Felizmente, a tragédia pernambucana teve solução na engenharia.

A construção de barragens, como a de Tapacurá, puseram fim ao drama.

Em maio de 1978, o governador Moura Cavalcanti entregava as obras ao povo pernambucano.


Promessa de governo do presidente Ernesto Geisel.

Um momento de lucidez na ditadura, quem diria?

Já a tragédia de Santa Catarina tem solução mais difícil.

As variáveis são imensas.

Mas, um pernambucano, ao ver a devastação, lembra.

Ontem, fomos nós os desabrigados.

Fomos nós a receber ajuda de todo o país.

Chegou a hora de retribuir.

Chegou a hora de sermos irmãos.

As doações continuam no Clube Náutico Capibaribe (Centro Administrativo).

E no Hospital de Olhos Santa Luzia, na Estrada do Encanamento 873, bairro de Casa Forte.

Vamos empatar esse jogo!


[imagem]

O mais belo gol de Dario



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