
Por ROBERTO VIEIRA
Rubens Minelli aposenta as chuteiras.
O antigo ponta-esquerda do Nacional agora vai ser treinador.
Muricy Ramalho pendura as chuteiras.
E vai ser dono da drogaria Estácio a poucos metros do Morumbi.
Rubens Minelli chega para treinar o Sport.
É vice-campeão pernambucano em 1967.
Mais que isso o Náutico não permitia.
Muricy Ramalho desiste dos remédios e vai ser treinador.
Com o Náutico sagra-se bicampeão pernambucano em 2001/02.
Quebrando a hegemonia do Sport.
Minelli conversa com Henri Aidar:
"Manda trazer Serginho!"
Aidar liga pra Muricy Ramalho em São Paulo:
"Bota Serginho num avião!"
E lá vai Muricy, machucado, botar Serginho Chulapa em um avião.
Para Belo Horizonte.
Serginho que estava suspenso.
O Atlético-MG fica preocupado com Serginho.
Enquanto isso, Minelli é tricampeão brasileiro com o improvável time de Tecão, Bezerra e Peres.
Ante o choro de cem mil pessoas e a contusão de Ângelo.
Muricy chega pra treinar o Internacional.
Internacional que lembra com saudade os tempos de Minelli, Falcão e Flávio.
Minelli sonha com a seleção.
Quem sabe agora com a demissão de Brandão?
Mas para a CBD, ser tricampeão brasileiro não bastava.
Tinha que falar inglês e bater continência.
Muricy também sonha com a seleção.
Mas a CBF segue os conceitos da CBD.
Ser campeão não basta.
Faltam pois quatro rodadas.
O técnico Muricy Ramalho está prestes a igualar um feito histórico:
O tricampeonato brasileiro de Rubens Minelli em 1975/76/77.
Tricampeonato que desta vez chega politicamente correto.
Nas quatro linhas.
Sem prorrogação.
Sem catimba.
Sem divórcio.
Monogâmico...

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