10 de nov. de 2008



Rubens Minelli

Por ROBERTO VIEIRA

Rubens Minelli aposenta as chuteiras.

O antigo ponta-esquerda do Nacional agora vai ser treinador.

Muricy Ramalho pendura as chuteiras.

E vai ser dono da drogaria Estácio a poucos metros do Morumbi.

Rubens Minelli chega para treinar o Sport.

É vice-campeão pernambucano em 1967.

Mais que isso o Náutico não permitia.

Muricy Ramalho desiste dos remédios e vai ser treinador.

Com o Náutico sagra-se bicampeão pernambucano em 2001/02.

Quebrando a hegemonia do Sport.

Minelli conversa com Henri Aidar:

"Manda trazer Serginho!"

Aidar liga pra Muricy Ramalho em São Paulo:

"Bota Serginho num avião!"

E lá vai Muricy, machucado, botar Serginho Chulapa em um avião.

Para Belo Horizonte.

Serginho que estava suspenso.

O Atlético-MG fica preocupado com Serginho.

Enquanto isso, Minelli é tricampeão brasileiro com o improvável time de Tecão, Bezerra e Peres.

Ante o choro de cem mil pessoas e a contusão de Ângelo.

Muricy chega pra treinar o Internacional.

Internacional que lembra com saudade os tempos de Minelli, Falcão e Flávio.

Minelli sonha com a seleção.

Quem sabe agora com a demissão de Brandão?

Mas para a CBD, ser tricampeão brasileiro não bastava.

Tinha que falar inglês e bater continência.

Muricy também sonha com a seleção.

Mas a CBF segue os conceitos da CBD.

Ser campeão não basta.

Faltam pois quatro rodadas.

O técnico Muricy Ramalho está prestes a igualar um feito histórico:

O tricampeonato brasileiro de Rubens Minelli em 1975/76/77.

Tricampeonato que desta vez chega politicamente correto.

Nas quatro linhas.

Sem prorrogação.

Sem catimba.

Sem divórcio.

Monogâmico...





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