Por ROBERTO VIEIRA
O presidente do São Paulo acena com a possibilidade.
Conciliar Muricy Ramalho com a seleção brasileira.
Juvenal não vê pecado na bigamia.
Muricy Ramalho dormiria com o tricolor.
E daria umas escapadas com a amarelinha.
Ou vice-versa.
Sem ciúmes. Uma relação cabeça.
Parece novidade, mas já foi realidade nos anos 70.
Após a conquista do México, a então CBD dividiu Zagallo com o Flamengo.
Sem ciúmes. Uma relação cabeça.
Resultado?
Zagallo convocou meio time rubro negro para a excursão da seleção em 1973.
Craques como Chiquinho ganharam vez no escrete.
Sorrisos cariocas. Derrotas nacionais.
Fomos virando saco de pancada. Nós e o Flamengo.
Flamengo que afundou no Brasileirão daquele ano.
Sob o olhar de Zagallo, o Flamengo empatava com o Vitória.
Enquanto na Europa, a Holanda dinamitava a Noruega.
A Portuguesa goleava o Flamengo?
A Polônia travava uma guerra contra a Laranja Mecânica.
Há 35 anos, não havia internet. Raramente um jogo era transmitido ao vivo.
Zagallo chegou na Copa do Mundo de 1974 perdido.
Achando que futebol era tico-tico no fubá.
Foi malhado como Judas na derrota.
Claro que os tempos são outros.
Existe a internet. A televisão digital. O viagra.
Ninguém é pego no flagra.
De calças na mão.
Mas, como em toda pulada de cerca, existe sempre um grande perigo:
Beijar a matriz, sussurando em seu ouvido o nome da filial...


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