18 de nov. de 2008





Por ROBERTO VIEIRA


O presidente do São Paulo acena com a possibilidade.

Conciliar Muricy Ramalho com a seleção brasileira.


Juvenal não vê pecado na bigamia.

Muricy Ramalho dormiria com o tricolor.

E daria umas escapadas com a amarelinha.

Ou vice-versa.

Sem ciúmes. Uma relação cabeça.

Parece novidade, mas já foi realidade nos anos 70.

Após a conquista do México, a então CBD dividiu Zagallo com o Flamengo.


Sem ciúmes. Uma relação cabeça.

Resultado?

Zagallo convocou meio time rubro negro para a excursão da seleção em 1973.

Craques como Chiquinho ganharam vez no escrete.

Sorrisos cariocas. Derrotas nacionais.

Fomos virando saco de pancada. Nós e o Flamengo.

Flamengo que afundou no Brasileirão daquele ano.

Sob o olhar de Zagallo, o Flamengo empatava com o Vitória.

Enquanto na Europa, a Holanda dinamitava a Noruega.

A Portuguesa goleava o Flamengo?

A Polônia travava uma guerra contra a Laranja Mecânica.

Há 35 anos, não havia internet. Raramente um jogo era transmitido ao vivo.

Zagallo chegou na Copa do Mundo de 1974 perdido.

Achando que futebol era tico-tico no fubá.

Foi malhado como Judas na derrota.

Claro que os tempos são outros.

Existe a internet. A televisão digital. O viagra.

Ninguém é pego no flagra.

De calças na mão.

Mas, como em toda pulada de cerca, existe sempre um grande perigo:

Beijar a matriz, sussurando em seu ouvido o nome da filial...



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