20 de nov. de 2008



Por ROBERTO VIEIRA

No país mais sério do mundo, tudo é possível.

Como não?

Ontem, no Bezerrão, um microcosmo do país continental.

Nas tribunas, entre champagne, caviar e canapés estava José.

José que queria consertar o mundo.

José que sonhava em construir um novo Brasil.

José que reconstruiu apenas o pavilhão... nasal.

José que acabou criando tão somente o mensalão.

Enquanto isso, na planície do monumental estádio, Júlio.

Júlio de Juiz de Fora.

Júlio que relatou o processo do mensalão.

Júlio que pediu a cassação de José.

Júlio não tinha champagne, nem caviar, nem canapés.

Tinha apenas a consciência limpa.

O que pode não parecer muito nesse país tropical.

Aparentemente, abençoado por Deus.

Mas que para muitos, é tudo.

Como, na política brasileira, zebra não tem pasto.

O Brasil vai continuar sendo a terra em que, ser honesto, rende no máximo um tapinha nas costas.

Seguido pelo ostracismo.

Porque a honestidade é chata. Um pé no saco.

Bom mesmo é o drible.

A finta de corpo.

A malandragem.

O chamado, jogo de cintura...




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