Por ROBERTO VIEIRA
No país mais sério do mundo, tudo é possível.
Como não?
Ontem, no Bezerrão, um microcosmo do país continental.
Nas tribunas, entre champagne, caviar e canapés estava José.
José que queria consertar o mundo.
José que sonhava em construir um novo Brasil.
José que reconstruiu apenas o pavilhão... nasal.
José que acabou criando tão somente o mensalão.
Enquanto isso, na planície do monumental estádio, Júlio.
Júlio de Juiz de Fora.
Júlio que relatou o processo do mensalão.
Júlio que pediu a cassação de José.
Júlio não tinha champagne, nem caviar, nem canapés.
Tinha apenas a consciência limpa.
O que pode não parecer muito nesse país tropical.
Aparentemente, abençoado por Deus.
Mas que para muitos, é tudo.
Como, na política brasileira, zebra não tem pasto.
O Brasil vai continuar sendo a terra em que, ser honesto, rende no máximo um tapinha nas costas.
Seguido pelo ostracismo.
Porque a honestidade é chata. Um pé no saco.
Bom mesmo é o drible.
A finta de corpo.
A malandragem.
O chamado, jogo de cintura...
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