
Por ROBERTO VIEIRA
26 de novembro de 2008.
A inesquecível Batalha dos Aflitos completa 3 anos.
Um amigo recomenda não lembrar. Dá azar.
Um dia depois, entretanto, vale a pena escrever algumas linhas.
O ser humano é feito de muitas derrotas e algumas vitórias.
Só quem se julga Deus, imagina o contrário.
E os clubes são feitos de carne, osso e paixão.
Embora, na rua, só tenha herói.
Ninguém sente medo.
Ninguém mente.
Ninguém foi passado pra trás.
Todo mundo é perfeito. Sabe tudo de bola.
Assim, imaginam-se os clubes.
Sempre campeões. Sempre fadados a vencer e vencer e vencer.
Mas é preciso recordar.
Pois a imagem dos Aflitos vazio e derrotado é uma inspiração.
Por que?
Porque um ano depois, os Aflitos estavam em festa.
O Náutico não é o maior clube do mundo.
Não precisa.
Ele só precisa ser o maior clube do mundo no coração dos seus torcedores.
Alguns destes torcedores precisam de vitórias.
Precisam de troféus.
Precisam do olhar invejoso dos rivais.
Mas quem realmente ama o Náutico.
Ou quem realmente ama seu clube, qualquer clube, sabe.
O amor, por si só, se basta...
As lágrimas do dia 26 de novembro são as mais belas do futebol alvirrubro.
Pois são lágrimas da mais pura paixão.
Meus amigos.
Mostrem-me um torcedor que nunca chorou.
Mostrem-me um torcedor que nunca perdeu.
E eu lhes mostrarei um ser humano profundamente infeliz.
Pois, meus amigos.
O grande paradoxo dessa vida persiste:
Só é feliz quem aprendeu a chorar.

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