
Por ROBERTO VIEIRA
Hoje é o dia dos músicos.
Embora todo dia seja dia de música.
Música que rima com o futebol.
Desde sempre.
E muito mais desde o ano santo de 1949.
Ano em que, Lamartine Babo, compôs o hino dos onze clubes participantes do campeonato carioca.
Lamartine que era ameriquinha de nascimento e coração.
A música não tem time, mas muito músico tem.
Imaginem então, os clássicos insuperáveis do encontro dos músicos com o futebol.
O Fla-Flu, por exemplo.
Seria Ari Barroso versus Chico Buarque.
Aquarela versus Construção.
Ou então, o Vasco de Nelson Cavaquinho contra o Botafogo de Vinícius de Morais.
A flor e o espinho e a garota de Ipanema.
Daria empate.
Na capital paulista, os Titãs se dividem.
Nando Reis pelo tricolor e Branco Melo do Palestra.
Corinthians x Santos?
Adoniran Barbosa x Renato Teixeira.
Trem das onze e Romaria.
Em Recife, o jogo de um time só:
O Santa Cruz de Capiba e Nélson Ferreira.
Ou, como esquecer o duelo de Samuel Rosa e Rogério Flausino?
Rock, Cruzeiro e Atlético-MG?
Baixo astral?
Vai pra Porto Alegre ouvir o Grenal de Kleiton e Kledir.
Grenal de acordes dissonantes entre irmãos de sangue.
Trilegal.
Como é legal o futebol da Bahia e do Bahia na voz de Betânia e Gal Costa.
Encontrando na Fonte Nova da praça Castro Alves o Vitória de Ivete e Daniella.
Como não poderia deixar de ser, os Beatles também gritavam gol.
Cada um em sua arquibancada.
Ringo Starr nas cores do Arsenal.
George Harrison era sócio do Liverpool.
Paul McCartney ainda torce pelo Everton.
E Lennon?
Lennon não curtia muito as quatro linhas.
Mas batia um bolão...
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