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Orlando Fantoni foi o treinador do Náutico no título de 1974.
Impedindo o hexa do Santa Cruz.
Também era o técnico do Cruzeiro.
Na derrota contra o Timbu por 3x0 na Taça Brasil 1967.
Agora, 27 de março de 1983, dezesseis anos depois, estava sentado no banco do Arruda.
Para enfrentar Baiano e Mirandinha.
Público de 32.000 pessoas.
O Náutico convoca Pimenta; Vilson, Flavio, Ivan e Albéris; Lourival, Baiano e Manguinha; Heider, Mirandinha e Zé Ronaldo.
O Cruzeiro joga com Victor; Eugênio, Silvio, Ailton e Luis Cosme; Douglas, Eudes e Tostão; Paulo Borges, Edmar e Edu.
Com 1’ Tostão dribla a defesa e conclui para grande defesa de Pimenta.
E foi só.
Aos 5’ Flavio bate falta com perfeição e abre o marcador: 1x0.
Com 28’ Baiano e Mirandinha entram tabelando na defesa da raposa e Victor salva.
Dez minutos depois Zé Ronaldo pensa duas vezes antes de chutar e Mirandinha toma a bola dele e enfia o pé para fazer 2x0.
Foi tão rápido que Zé Ronaldo ficou procurando a bola sem entender o que tinha acontecido.
Na volta para o segundo tempo Mirandinha dribla Victor e quase entra com bola e tudo. 3x0!
Baiano cabeceia aos 6’ e Victor faz milagre.
15’ Baiano decide fintar o goleiro antes de concluir e a bola beija a trave quando ele já se preparava pra comemorar.
13’ Manguinha dá um chute seco e decreta 4x0.
O time se poupa tocando bola, Ademir Lobo entra no lugar de Vilson. Olé.
A única defesa de Pimenta foi no começo do jogo.
Passou os restantes 89 minutos como um expectador privilegiado da goleada.
No banco, Tio Fantoni assistia a tudo.
Calado.
Distante.
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