14 de nov. de 2008



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Orlando Fantoni foi o treinador do Náutico no título de 1974.

Impedindo o hexa do Santa Cruz.

Também era o técnico do Cruzeiro.

Na derrota contra o Timbu por 3x0 na Taça Brasil 1967.

Agora, 27 de março de 1983, dezesseis anos depois, estava sentado no banco do Arruda.

Para enfrentar Baiano e Mirandinha.

Público de 32.000 pessoas.

O Náutico convoca Pimenta; Vilson, Flavio, Ivan e Albéris; Lourival, Baiano e Manguinha; Heider, Mirandinha e Zé Ronaldo.

O Cruzeiro joga com Victor; Eugênio, Silvio, Ailton e Luis Cosme; Douglas, Eudes e Tostão; Paulo Borges, Edmar e Edu.

Com 1’ Tostão dribla a defesa e conclui para grande defesa de Pimenta.

E foi só.

Aos 5’ Flavio bate falta com perfeição e abre o marcador: 1x0.

Com 28’ Baiano e Mirandinha entram tabelando na defesa da raposa e Victor salva.

Dez minutos depois Zé Ronaldo pensa duas vezes antes de chutar e Mirandinha toma a bola dele e enfia o pé para fazer 2x0.

Foi tão rápido que Zé Ronaldo ficou procurando a bola sem entender o que tinha acontecido.

Na volta para o segundo tempo Mirandinha dribla Victor e quase entra com bola e tudo. 3x0!

Baiano cabeceia aos 6’ e Victor faz milagre.

15’ Baiano decide fintar o goleiro antes de concluir e a bola beija a trave quando ele já se preparava pra comemorar.

13’ Manguinha dá um chute seco e decreta 4x0.

O time se poupa tocando bola, Ademir Lobo entra no lugar de Vilson. Olé.

A única defesa de Pimenta foi no começo do jogo.

Passou os restantes 89 minutos como um expectador privilegiado da goleada.

No banco, Tio Fantoni assistia a tudo.

Calado.

Distante.



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