
Por ROBERTO VIEIRA
Na derrota de 1 x 0 para o São Paulo, o Náutico jogou uma partida taticamente perfeita.
Linha de impedimento.
Duas linhas de quatro.
Marcação e contra-ataque.
Mas dificilmente o Náutico poderia vencer.
Porque a tática tem limites precisos.
Sem a técnica, a tática exibe as qualidades de um treinador.
E as deficiências de uma equipe.
Reinaldo errou, pasmém, todos os passes que tentou durante a partida.
Williams e Alessandro tabelam... consigo mesmo.
E Geraldo, espectro do que já foi, movia-se paleozóico em campo.
Roberto Fernandes provou que entende de futebol. Sem invencionices.
Muricy Ramalho provou que dinheiro não traz felicidade.
Carrancudo, seu rosto era a caricatura do seu time:
Sem beleza. Sem sonho. Indiscípulo de Telê.
O São Paulo venceu por 1 x 0, como o Cruzeiro venceu o Ipatinga.
Clubes que possuem uma verba de gabinete milhares de vezes maior que seus adversários.
Cada clube a sua maneira, demonstrou os limites de cada treinador.
Ao Náutico resta o clássico. Clássico que não vence se não colocar a mesma disciplina que demonstrou hoje.
Clássico que não vence se não voltar a fazer gols.
No Engenhão, vitória do Botafogo.
Depois que o juiz expulsou um jogador do Vitória.
Detalhe que os comentaristas decidiram esquecer. Amnésia qualitativa.
O futebol do Náutico dá tristeza.
Mas a gente sabe que a turma deu o melhor de si.
Pior, muito pior, é o futebol do São Paulo.
São Paulo que dá sono. Muito sono!
Boa noite...
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