9 de out. de 2008




Por ROBERTO VIEIRA

Na derrota de 1 x 0 para o São Paulo, o Náutico jogou uma partida taticamente perfeita.

Linha de impedimento.

Duas linhas de quatro.

Marcação e contra-ataque.

Mas dificilmente o Náutico poderia vencer.

Porque a tática tem limites precisos.

Sem a técnica, a tática exibe as qualidades de um treinador.

E as deficiências de uma equipe.

Reinaldo errou, pasmém, todos os passes que tentou durante a partida.

Williams e Alessandro tabelam... consigo mesmo.

E Geraldo, espectro do que já foi, movia-se paleozóico em campo.

Roberto Fernandes provou que entende de futebol. Sem invencionices.

Muricy Ramalho provou que dinheiro não traz felicidade.

Carrancudo, seu rosto era a caricatura do seu time:

Sem beleza. Sem sonho. Indiscípulo de Telê.

O São Paulo venceu por 1 x 0, como o Cruzeiro venceu o Ipatinga.

Clubes que possuem uma verba de gabinete milhares de vezes maior que seus adversários.

Cada clube a sua maneira, demonstrou os limites de cada treinador.

Ao Náutico resta o clássico. Clássico que não vence se não colocar a mesma disciplina que demonstrou hoje.

Clássico que não vence se não voltar a fazer gols.

No Engenhão, vitória do Botafogo.

Depois que o juiz expulsou um jogador do Vitória.

Detalhe que os comentaristas decidiram esquecer. Amnésia qualitativa.

O futebol do Náutico dá tristeza.

Mas a gente sabe que a turma deu o melhor de si.

Pior, muito pior, é o futebol do São Paulo.

São Paulo que dá sono. Muito sono!

Boa noite...



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