
Por ROBERTO VIEIRA
Votamos no Brasil desde a Colônia. Ao contrário do que possa parecer.
Temos a herança portuguesa do voto nos administradores das vilas e povoados.
Herança mais antiga que Pindorama.
No entanto, durante boa parte da nossa história recente, fomos proibidos de votar.
Com a duvidosa desculpa de que o povo não sabe votar.
Sentença corroborada por nosso Rei em 1977.
Rei que havia sido eleito Rei pelo próprio povo.
Talvez seja verdade.
Talvez o povo brasileiro não saiba escolher seus representantes.
No que estaria em boa companhia, juntamente com alemães e italianos na década de 20 e 30.
Ou mesmo os americanos da era Nixon e Bush.
Porque os políticos surpreendem quando chegam ao poder.
Como aquele centroavante perna-de-pau que começa a fazer gol em cima de gol.
Ou o craque que desaprende da noite pro dia.
Político é mais improvável que resultado de clássico.
Mesmo assim, é melhor o voto do povo. Voto direto.
Do que o voto indireto, na surdina, na sutileza das salas palacianas.
Voto de um só.
A democracia hoje é feijão com arroz. Democracia que já foi iguaria.
Quem sabe um dia, a democracia também chegue no esporte?
Último reduto dos atos institucionais.
Quem sabe, um dia?
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