[imagem]
Bizu e o jovem Lúcio Surubim
Por ROBERTO VIEIRA
Taffarel já era o substituto de Gilmar na camisa 1 da seleção brasileira.
Desde a década de 60, nenhum goleiro havia conseguido fazer esquecer o arqueiro santista bicampeão do mundo.
Até a chegada de Cláudio Taffarel.
Do outro lado estava Erasmo e o melhor ataque do Brasil.
O Náutico precisava da vitória para se classificar a segunda fase do Brasileiro.
Após virar espetacularmente sobre o galo mineiro quatro dias antes.
22 de outubro de 1989. Beira-Rio.
O Náutico alinha Mauri; Jorginho, Vavá, Freitas e Júnior; Gena, Erasmo e Léo (Lucio Surubim); Nivaldo (Aroldo), Bizu e Augusto.
O técnico era o mesmo Paulo Cesar Carpengiani que comandara o Internacional no título brasileiro de 75 ao lado de Falcão.
O Internacional formou com Taffarel; Chiquinho, Nenê, Norton e Jaquet; Norberto, Luvanor (Edu), Marquinhos (Dacroce) e Zé Carlos; Nelson e Roberto Carlos.
O técnico era Bráulio, meio campista dono do Internacional antes da chegada de Falcão.
Em um jogo no qual a vitória era obrigatória não havia tempo a perder.
O Náutico avançou para cima do Internacional e Erasmo estava simplesmente impossível.
Várias vezes ele venceu a marcação e deixou Bizu, Nivaldo e Augusto em condições de marcar.
Uma, duas, três vezes Taffarel salvou.
Mas de repente, numa brincadeira de Júnior, Chiquinho rouba a bola e quando já corria pra comemorar o gol, o Beira-Rio vê Mauri salvar espetacularmente.
O Rio Grande aprende que Pernambuco também tem goleiro bom, tchê!
O 0x0 não interessa, Paulo César dá uma bronca nas vestiárias.
Se o time havia feito dois gols em três minutos no Atlético, ganhar do colorado era fácil.
Oito minutos do segundo tempo.
O sol brilha no Guaíba.
Augusto domina a bola e se livra do marcador passando o pé sobre a bola.
Toca pra Erasmo.
Nas cadeiras Luís Fernando Veríssimo pressente o pior.
Erasmo domina cercado por dois. Dribla Norton.
Entra na área. O minuano sopra no paralelo 30.
Taffarel sai desesperado para fechar o ângulo.
No segundo seguinte a bola desliza mansamente para as redes.
A 3779 km de distancia o Bonzão sorri: 1x0!
O Internacional se desespera e parte para cima.
Então aos 23 minutos o lance mais bonito daquele final de ano.
Erasmo dribla um, dois, três, quatro, cinco adversários e chuta com Taffarel batido.
A bola infiel passa tirando tinta da trave.
O Internacional tenta atacar, porém não consegue.
Todas as vezes que a bola cai nos pés de Erasmo é perigo de gol.
Os deuses do futebol, entretanto, insistem no 1x0.
Porto Alegre teve um verão vermelho e branco.
Porém, o seu grito de guerra foi N-Á-U-T-I-C-O!
0 comentários:
Postar um comentário
Comentários