
Por ROBERTO VIEIRA
Volta e meia, o sexo volta aos noticiários sobre o esporte.
Os boxeadores pregam abstinência. Dario, o mínimo caprichado.
Heleno de Freitas cultivava o infinito. Zatopek e Nariz só corriam com esposa a tiracolo.
Garrincha precisava de três doses diárias. Iashin e Puskas não perdiam uma aeromoça.
Didi mandava flores e folhas secas para Guiomar.
Nadia Comaneci era nota 10.
Navratilova discordava de Chris Evert no quesito, mas ambas batiam um bolão.
No Vasco da Gama saiu Tita, o celibatário. Entrou Renato, o arrendatário.
Vasco da Gama que ainda teve Romário, PhD no assunto.
Doval apresentou Buenos Aires a Paulo César Caju. Que retribuiu à altura no Rio de Janeiro.
Até a famigerada concentração no esporte deve sua existência ao sexo.
Sexo que já foi acusado de causar espinhas, gols perdidos e medalhas de bronze.
Beckembauer ganhou uma Copa transando. Bigode perdeu uma Copa, sonhando.
Tanta conversa à toa.
Hoje, sexo já é esporte. Tem até campeã mundial.
Poderia fazer parte dos Jogos Olímpicos. Preenche um dos requisitos básicos do COI:
É praticado em mais de 75 países e 4 continentes...
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