
A terra dos arrecifes irá enfrentar o representante do pouso das águas limpas.
A versão tupi-guarani do nome Ipatinga.
Ipatinga que possui apenas 3% de analfabetos.
Recife que possui uma multidão de iletrados nos morros e mocambos.
Ipatinga com sua cobertura completa de esgotos.
Recife dos esgotos a céu aberto.
Ipatinga onde 100% das residências possuem água tratada.
Recife, conquistada e herdeira das águas.
Ipatinga do Piracicaba.
Recife do Capibaribe.
Em campo, os dois piores ataques do campeonato.
Duas equipes na beira do rebaixamento.
Ipatinga dos Botocudos. Recife dos mendigos sob os viadutos.
Quando Borba Gato conheceu o que seria Ipatinga, Recife já era uma vila.
Pernambuco já expulsara os holandeses.
Ipatinga que teve o seu primeiro jornal em julho de 1963.
Quando o Diario de Pernambuco já era um ancião.
Ipatinga que completou dez anos esse ano.
Recife do centenário Clube Náutico Capibaribe.
O jogo do passado contra o futuro.
Do Ideal contra a Rua do Bom Jesus.
Ipatinga que nunca perdeu do Náutico.
Náutico que nunca venceu o Ipatinga.
O tempo passa, mas uma verdade permanece intacta.
Ipatinga, terra do aço.
Recife, terra do sonho.
Para os objetivos de plantão, um lembrete.
O aço sem sonho é uma pedra. Informe. Discreta.
Inútil.
Hoje, o Piracicaba que desagua no Rio Doce vai conhecer o mar alvirrubro nas arquibancadas.
Hoje, o sonho vai transformar o aço em papiro.
Chega de palimpsestos...
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