
Por ROBERTO VIEIRA
Anos atrás, o escritor Júlio Chiavenato escreveu sobre as mazelas do país da mítica Potosí.
Bolívia: O país com a pólvora na boca.
O país dos mil golpes de estado.
Mas poderia escrever sobre a Bolívia das mil goleadas fora de casa.
E das zebras inesperadas na altitude.
Os golpes continuam os mesmos, ainda agora mandaram o embaixador americano pra casa.
Metade do país quer ser outro país.
Porém, o Engenhão hoje se parecia com outro clássico do Chiavenato.
Parecia com o início da Guerra do Paraguai.
Um Brasil apático e desbaratado.
De elites esparsas nas arquibancadas. Incapazes de reação.
Um Brasil iletrado e desarmado em campo.
Um Brasil adormecido. Entorpecido na sua dependência externa de jogadores.
Não é possível comparar grandezas diferentes, o Brasil é um gigante, a Bolívia um menino agonizante.
Mas depois do jogo de hoje, com este estranho 0 x 0 contra dez valentes bolivianos ecoando na história.
É o time do Brasil que dorme com a pólvora na boca.
É a Bolívia quem comemora a vitória na guerra...

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