
Morreu Fraga.
Fraga do Hexa.
Fraga que era o antifutebol.
Pois Fraga vivia de evitar o gol, o grande momento do futebol.
Por outro lado, um craque não morre jamais.
Ele vive na memória coletiva como um artista da bola.
Embora sua arte seja rarefeita, virtual. Simbólica.
O craque vive sua singular trajetória humana.
Uma lembrança de eternidade em um lance. Ou relance.
Frágil, a lembrança depende de cada torcedor que o viu jogar.
Ou mesmo daqueles que nunca viram um drible, um desarme.
Mas acreditam na única certeza do craque.
Que sai da vida pra entrar nos gramados da história.
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