19 de set. de 2008



Atlético-MG x Náutico, 1967


O Atlético-MG sempre foi forte em Minas.

Pelo menos, desde o decacampeonato do América na década de 20.

Atlético que teve o Dr. Mário de Castro orquestrando goleadas.

Atlético dos tempos do Independência.

Atlético que foi desclassificado pelo Náutico na Taça Brasil de 1967 no Mineirão.

Em 1971, o Galo mineiro viveu sua apoteose.

Campeão brasileiro. Súbito, inesperado.

Um título de um time preciso, certinho, mas longe de ser brilhante.

Um time montado peça por peça pelo jovem técnico Telê Santana.

Nos anos seguintes, o time revelou craque em cima de craque.

Mas foi sendo vice pela vida afora nos Brasileirões.

Agora se debate em uma crise feroz.

Ziza, antigo jogador e atual presidente, renunciou neste dia 18 de setembro.

O Atlético-MG está acéfalo. Apenas com sua imensa torcida nas arquibancadas.

O Náutico deve tentar se aproveitar desta crise sem precedentes.

Crise anunciada pelos ventos das Alterosas há muito tempo.

Deve se aproveitar e beliscar o Galo em seus domínios.

No entanto, é preciso cuidado e respeito.

Afinal de contas, presidente não ganha jogo, apenas perde.

Torcida são outros quinhentos.

Anos atrás assisti uma final mineira no Mineirão lotado.

Atlético e América.

Uma festa de uma torcida só.

Fato curioso.

Os mais antigos, quando souberam de onde eu era e por quem torcia, arregalavam os olhos.

E ficavam repetindo:

"Aquele Náutico de 67! Aquele Náutico de 67!"

Pois é, meus amigos.

O Náutico já fez história em BH. Terra do saudoso Professor Hilton Rocha.

Está na hora de voltar a escrever outro capítulo.

Sacomé? Pra não perder o hábito.


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