16 de set. de 2008




No futebol nada se inventa, tudo se copia.

Duvida?

Quer um exemplo?

Tá bom!

1969. O Náutico empata com o Santa Cruz em 1 x 1.

Gols de Mirobaldo e Nilsinho.

Mas o placar é o que menos importa.

O Santa Cruz mandava no campeonato. Fácil.

E o Timbu tinha que bolar um meio de neutralizar o rival.

O técnico Paulinho de Almeida havia lido sobre Beckembauer...

Por que não utilizar um jogador versátil, bom de bola, craque, na função?

Eureka!

Está nas manchetes, na escalação exótica para a época, nos jornais.

Paulinho chamou o genial Fraga de lado e lá foi Fraga ser líbero na vida com a número 6.

Os mais de 17 mil espectadores assistiram o Náutico jogar com a seguinte formação:

Válter; Fraga, Gena, Limeira, Fernando e Toinho; Didica e Nilsinho; Elói, Ramos e Lala.

O líbero ingressando na escalação oficial dos jornais.

O 1 - 4 - 2 - 3!

Inédito.

Com requintes de 5-3-2...

Méritos do treinador.

E méritos e classe do excepcional Fraga, falecido semana passada.

Porque líbero é posição de quem sabe tudo de bola. E mais um pouco.



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