[IMAGEM]
Uma foto antiga, antigas lembranças.
Nossa história começa no dia 9 de novembro de 1966. Estádio da Ilha do Retiro. 30 mil torcedores presentes.
Final do Campeonato Universitário entre Medicina e Engenharia. Preliminar da semifinal da Taça Brasil entre Náutico de Bita e Santos de Pelé.
Medicina vence por 3 x 1.
O time de Engenharia aparece na foto.
Em pé: Carlos Santos, Paulo Cunha, Luiz, Paulo de Tarso, Cândido e Médicis. Agachados: Carlos Celso Cordeiro*, Roldão, Marcel, Ivan e Plínio.
Tempo que passa. Somos transportados para o dia 28 de abril de 1969 na Ponte da Torre.
O goleiro da Seleção de Engenharia naquela final de 1966, Cândido Pinto, é baleado. Cândido que também era líder estudantil.
O antigo goleiro perde o movimento dos membros inferiores.
O acusado pelo crime é o tenente José Ferreira dos Anjos. Segue na vida militar.
Em dois julgamentos o tenente é inocentado por falta de provas. Fica livre.
E Cândido Pinto segue preso na sua cadeira de rodas. Cadeira em que assistiu incrédulo ao segundo julgamento.
Julgamento que teve lugar no dia 31 de março de 1981.
Aniversário de 17 anos do Golpe Militar de 64.
Tempo que passa novamente.
Um ano depois o procurador da república Pedro Jorge de Melo e Silva é assassinado em Olinda no dia 3 de março.
Procurador que desvendara o Escândalo da Mandioca.
Um dos acusados é... José Ferreira dos Anjos, agora conhecido como Major Ferreira.
O mesmo militar inocentado um ano antes no crime contra Cândido Pinto.
O Major Ferreira desta vez é condenado. Mas foge pouco tempo depois do quartel da Polícia Militar.
Moral da história?
Meu amigo, você ainda não entendeu que a história não tem moral!
*Carlos Celso Cordeiro, grande historiador pernambucano, o qual me cedeu a foto daquele time de Engenharia de 1966. Quando um jovem goleiro não imaginava a longa noite de terror que se aproximava.
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