8 de ago. de 2008



O retorno do técnico Roberto Fernandes uniu alvirrubros em torno da sua equipe. O que antes era desarmonia, agora soa uníssono. Fenômeno?

Não, apenas velha e manjada construção de um mito. Mito que agrega sociedades através da história. E o futebol não foge a regra. Quer um exemplo?

Em 1975, Rivelino foi expulso do Corinthians. O maior ídolo, execrado. O Fluminense juntou suas economias e foi até São Paulo trazer o craque. Construiu em torno do gênio de Roberto Rivelino uma máquina de jogar bola. Conquistou para si uma legião de torcedores. Reviveu a máquina tricolor da década de 30. E de quebra, obrigou o Flamengo a se mexer com a Rede Globo pra construir em torno de Zico a mesma simbologia. Ou então o mais querido ia pras cucuias.

A contratação de um técnico, a contratação de um grande jogador, a jogada de marketing são fundamentais. Constroem o mito, a mitologia, o lendário nas nossas vidas. Criam o ser humano divinizado, o super-herói, o semideus.

Todo clube necessita de uma coleção de imagens fantásticas para entreter as conversas de botequim. É assim que se semeiam as torcidas. É assim que se perpetuam as paixões.

(O Sport usou o mito Dario em 1975 para sair de um jejum de 12 anos sem título)

Quando contratou Roberto Fernandes, o Náutico obedeceu aos ditames básicos da propaganda. Coisa que os gregos já conheciam e usavam como ninguém na velha antiguidade clássica.

Que o digam Sócrates e Platão.



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