
Por ROBERTO VIEIRA
26 de novembro de 2005. Um dia pra qualquer alvirrubro ou gremista não tirar da memória. Os gremistas pelo feito. Os alvirrubros, como lição. O dia da Batalha dos Aflitos.
Mas qual lição se pode tirar daquele jogo? Talvez o destino dos dois protagonistas nos anos que se seguiram.
O Grêmio voltou a Série A do Brasileiro. Heróico. E voltou forte, conseguindo uma vaga na Libertadores de 2007.
O que ninguém sabe é que a volta por cima tinha alicerces. Exemplo? Eis a equipe que toma conta das divisões de base do Grêmio:

Acha pouco? Desde 2003, 150 profissionais tomam conta do planejamento estratégico do clube. Tudo supervisionado pelo SENAC-RS.
O Grêmio sabia aonde estava indo. Mesmo na Série B. O Náutico não. Mesmo na Série A.
O Grêmio foi vice-campeão da Libertadores. É o atual líder do Brasileirão.
O Timbu, conseguiu se reerguer das cinzas e voltar a Série A no ano seguinte ao desastre dos Aflitos. Em 2007, uma campanha histórica de recuperação manteve o clube na elite do futebol brasileiro. Mas 2008 incorre nos mesmos erros de gestão dos anos anteriores. Títulos? Nem sombra. E o Náutico ameaça voltar a Série B. Culpando a falta de dinheiro, o clube dos 13, a região onde vive. Mas nunca arregaçando as mangas de verdade pra angariar novos sócios.
Quem sabe criar alternativas de marketing.
O Grêmio revelou Ronaldinho, Lucas e Anderson nos últimos anos. O Náutico? Aírton.
Alguém convoca alvirrubro pra discutir planejamento estratégico em Rosa e Silva? Nunca. As mentes que poderiam ajudar o Náutico são mantidas à uma conveniente distância. E um caminhão de jogadores é trazido a cada nova primavera.
Claro que, no caos atual do futebol brasileiro, mesmo a melhor estratégia é falha. O Grêmio naufragou no estadual e na Copa do Brasil deste ano. Mas como tinha leme, manteve o time e colheu frutos meses depois.
Por tudo isso, o dia 26 de novembro de 2005 não contribuiu para fazer do Náutico um clube profissional.
É meu amigo, o Náutico retrocedeu ao amadorismo no dia 21 de julho de 1968. A derrota amarga, serviu apenas como sofrimento. Nem sempre a dor é a melhor professora. Principalmente quando o aluno não deseja aprender.
Neste domingo teremos um jogo nervoso. O Grêmio invariavelmente vence o Timbu nos últimos anos. Por 2 x 0. Por 4 x 3. Por 0,5 x 0. E do jeito que a coisa vai, o jogo deste final de semana vai também ter um nome de batismo.
Inesquecível.
A Batalha do Aflito!
PS: Vamos torcer pra que desta vez se repita o dia 26 de novembro de 2005... E que vença o pior!
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