Sempre pesquiso na Fundação Joaquim Nabuco e no Arquivo Público Estadual.
Em ambos os lugares os funcionários são atenciosos e conscientes do papel que representam na preservação do patrimônio histórico do estado.
Nas duas últimas semanas tentei pesquisar uma coleção na Biblioteca do Estado do parque Treze de Maio, a quarta biblioteca mais antiga do Brasil.
Para minha tristeza e decepção, toda sorte de dificuldade foi imposta na pesquisa. Falo isso com tristeza.
A Biblioteca que deveria ser fonte de conhecimento para o povo torna-se um labirinto de kafkiana burocracia.
Para os funcionários da Biblioteca, um pesquisador é um ser desocupado, sonhador, dono de todo o tempo do mundo para ir e voltar do seu trabalho até aquele estabelecimento.
Engano cruel o deles!
O tempo de um pesquisador é escasso, porque a história é um bem extremamente perecível.
Lamento o acontecido.
Até porque, ironia do destino, a coleção pesquisada foi doada por meu amigo, o médico e escritor Lucídio José de Oliveira, o qual fez a doação para que seus livros fossem visitados por todos os que se interessam pela história.
Que fazer?
Volto para os amigos e funcionários do Arquivo Público e da Fundação Joaquim Nabuco.
Funcionários que compreendem que um documento histórico não pertence às estantes, nem ao pesquisador, nem ao governo.
Pertence ao povo.
Um país se faz com homens e com livros, dizia o mestre Monteiro Lobato.
Pois é José Bento, menos na Biblioteca do Estado de Pernambuco!
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