
Todo mundo quer ser grande. Influente.
Bom. Minas Gerais e Rio Grande do Sul são estados influentes.
Getúlio. JK.
Uma penca de outros nomes de destaque na história nacional.
Região de fronteira e de minério.
Verissimo e Parnasianismo.
Mas o futebol dos dois estados perdia sempre para Rio-São Paulo.
Tanto quanto Pernambuco e Bahia. Até que um dia.
Um dia a rivalidade criou estádios. Plantou juvenis.
Colheu frutos.
Primeiro com o Grêmio de Alcindo e Airton. Calvet.
Depois com o Inter de mil Claudomiros.
Pernambuco ficou pra trás. Longe demais do centro do poder.
Uma capitania hereditária que se recusou a tornar-se meritocrata.
O típico caso da crítica corsa aos da terra.
De tanto que tentaram, venceram. Ganharam o mundo.
Subverteram a verdade suprema da CBD, depois CBF.
Conseguiram um naco do poder.
Pernambuco hoje não é sequer Bahia.
Salvador progrediu nas últimas décadas muito mais que Recife.
Recife de seculares mocambos e crianças de rua.
Até a coleçao de arte sacra de Abelardo Rodrigues repousa no ... Pelourinho.
Ah, você não sabe quem é Abelardo Rodrigues?
Pena.
Porque quem não valoriza sua cultura, é escravo.
Porque todas as culturas são belas.
Mas se cada um não cultiva sua terra, um dia outro vem e cultiva.
E você ainda agradece. Penhoradamente.
Grêmio e Internacional. Cruzeiro e Atlético valorizaram sua terra.
Seus craques.
Tais equipes conquistaram respeito dentro de campo. Com gols. Com luta.
Repetir seu feito é possível.
Mas antes de querermos mudar o mundo.
Que tal modificarmos a nós mesmos?
Quando um estado cresce, cresce todo o país.
Só não espere que os donos do poder te entreguem o mundo de mão beijada.
Nada de mão beijada vale a pena.
Mas tudo vale a pena, se a alma não é pequena.
Ps: Hoje é o Dia Mundial do Futebol lógico que o Dia Mundial do Futebol tinha quer ser na véspera do Dia do Hexa!
0 comentários:
Postar um comentário
Comentários