19 de jul. de 2008





Todo mundo quer ser grande. Influente.

Bom. Minas Gerais e Rio Grande do Sul são estados influentes.

Getúlio. JK.

Uma penca de outros nomes de destaque na história nacional.

Região de fronteira e de minério.

Verissimo e Parnasianismo.

Mas o futebol dos dois estados perdia sempre para Rio-São Paulo.

Tanto quanto Pernambuco e Bahia. Até que um dia.

Um dia a rivalidade criou estádios. Plantou juvenis.

Colheu frutos.

Primeiro com o Grêmio de Alcindo e Airton. Calvet.

Depois com o Inter de mil Claudomiros.

Pernambuco ficou pra trás. Longe demais do centro do poder.

Uma capitania hereditária que se recusou a tornar-se meritocrata.

O típico caso da crítica corsa aos da terra.

De tanto que tentaram, venceram. Ganharam o mundo.

Subverteram a verdade suprema da CBD, depois CBF.

Conseguiram um naco do poder.

Pernambuco hoje não é sequer Bahia.

Salvador progrediu nas últimas décadas muito mais que Recife.

Recife de seculares mocambos e crianças de rua.

Até a coleçao de arte sacra de Abelardo Rodrigues repousa no ... Pelourinho.

Ah, você não sabe quem é Abelardo Rodrigues?

Pena.

Porque quem não valoriza sua cultura, é escravo.

Porque todas as culturas são belas.

Mas se cada um não cultiva sua terra, um dia outro vem e cultiva.

E você ainda agradece. Penhoradamente.

Grêmio e Internacional. Cruzeiro e Atlético valorizaram sua terra.

Seus craques.

Tais equipes conquistaram respeito dentro de campo. Com gols. Com luta.

Repetir seu feito é possível.

Mas antes de querermos mudar o mundo.

Que tal modificarmos a nós mesmos?

Quando um estado cresce, cresce todo o país.

Só não espere que os donos do poder te entreguem o mundo de mão beijada.

Nada de mão beijada vale a pena.

Mas tudo vale a pena, se a alma não é pequena.

Ps: Hoje é o Dia Mundial do Futebol lógico que o Dia Mundial do Futebol tinha quer ser na véspera do Dia do Hexa!



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