
Domingo, o encontro do Hexa com o Octa.
Quis o destino que a vingança do Internacional contra o hepta rival Grêmio tivesse início em 1969.
Ano da inauguração do Beira-Rio frente ao Benfica.
Ano da decadência alvirrubra.
Como vermelhos e brancos brincando de revezamento.
Em 1962 o Internacional liderava o gauchão seis pontos na frente do tricolor.
Numa série inacreditável de três derrotas deixa escapar o título.
E vê o rival marchando para a glória.
Em silêncio, o colorado constrói seu estádio. Em silêncio remodela sua mentalidade em sessões de freudianas análises.
E ressurge para o octa e o tricampeonato brasileiro.
Na foto, o Inter tricampeão em 1972.
Ainda sem o gênio Figueroa na zaga.
Mercê de Bráulio, Paulo César e... Falcão.
O futebol ensina coisas que muitos buscam não entender. Coisa de torcedor apaixonado. Cego, surdo e mudo.
Pois foi justamente nas derrotas, que o Grêmio também cresceu no cenário brasileiro.
Ao ver seu rival octa e tri, o Grêmio foi campeão brasileiro em 1981 e campeão mundial em 1983.
Rivalidade é a chave do sucesso.
Nos clubes e na vida, quem tem apenas amigos está condenado à estagnação. Às cavernas.
Quem nos faz prosperar são os inimigos.
Os tigres de dente de sabre do mundo.
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