19 de jul. de 2008




Domingo, o encontro do Hexa com o Octa.

Quis o destino que a vingança do Internacional contra o hepta rival Grêmio tivesse início em 1969.

Ano da inauguração do Beira-Rio frente ao Benfica.

Ano da decadência alvirrubra.

Como vermelhos e brancos brincando de revezamento.

Em 1962 o Internacional liderava o gauchão seis pontos na frente do tricolor.

Numa série inacreditável de três derrotas deixa escapar o título.

E vê o rival marchando para a glória.

Em silêncio, o colorado constrói seu estádio. Em silêncio remodela sua mentalidade em sessões de freudianas análises.

E ressurge para o octa e o tricampeonato brasileiro.

Na foto, o Inter tricampeão em 1972.

Ainda sem o gênio Figueroa na zaga.

Mercê de Bráulio, Paulo César e... Falcão.

O futebol ensina coisas que muitos buscam não entender. Coisa de torcedor apaixonado. Cego, surdo e mudo.

Pois foi justamente nas derrotas, que o Grêmio também cresceu no cenário brasileiro.

Ao ver seu rival octa e tri, o Grêmio foi campeão brasileiro em 1981 e campeão mundial em 1983.

Rivalidade é a chave do sucesso.

Nos clubes e na vida, quem tem apenas amigos está condenado à estagnação. Às cavernas.

Quem nos faz prosperar são os inimigos.

Os tigres de dente de sabre do mundo.



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