
Por ROBERTO VIEIRA
Roger foi contratado pelos petrodólares do Qatar. Tornou-se um jogador biônico. Um homem de cinco milhões de dólares.
Mas foi embora do Grêmio sem dizer nem tchau, nem adeus.
(Não se sabe se a Débora Secco vai junto para o mundo árabe. Provavelmente, não. Imagine Débora de burca! Improvável).
Em vinte e duas partidas, Roger marcou dez gols. Sete de pênalti.
A torcida gremista dormiu apaixonada pelo jogador. Acordou viúva.
Como os direitos federativos do jogador pertencem ao Corinthians, o Grêmio foi o último a saber.
Amigos amigos, negócios à parte.
O futebol é pleno de idas e vindas, amores e traições. Desde que o mundo é mundo.
Zizinho foi chutado pelo Flamengo. Zizinho que era o maior jogador do Brasil.
Rivelino foi expulso pela torcida do Parque São Jorge. Recebido de braços abertos no Fluminense.
Gilmar era carta fora do baralho para o Corinthians. Vaiado em praça pública. Brilhou intensamente no Santos de Pelé.
Antigamente era assim. O craque era descartável.
Hoje chegou a hora da vingança. Amor à camisa é lenda urbana.
Os clubes brasileiros ficam de joelhos até que feche a janela de transferência do futebol europeu.
Rezando de terço na mão.
O presidente do Grêmio esbraveja.
Mas o amadorismo morreu com Steve Austin no acidente com o Northrop M2-F2.
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