5 de jul. de 2008




Por ROBERTO VIEIRA

Roger foi contratado pelos petrodólares do Qatar. Tornou-se um jogador biônico. Um homem de cinco milhões de dólares.

Mas foi embora do Grêmio sem dizer nem tchau, nem adeus.

(Não se sabe se a Débora Secco vai junto para o mundo árabe. Provavelmente, não. Imagine Débora de burca! Improvável).

Em vinte e duas partidas, Roger marcou dez gols. Sete de pênalti.

A torcida gremista dormiu apaixonada pelo jogador. Acordou viúva.

Como os direitos federativos do jogador pertencem ao Corinthians, o Grêmio foi o último a saber.

Amigos amigos, negócios à parte.

O futebol é pleno de idas e vindas, amores e traições. Desde que o mundo é mundo.

Zizinho foi chutado pelo Flamengo. Zizinho que era o maior jogador do Brasil.

Rivelino foi expulso pela torcida do Parque São Jorge. Recebido de braços abertos no Fluminense.

Gilmar era carta fora do baralho para o Corinthians. Vaiado em praça pública. Brilhou intensamente no Santos de Pelé.

Antigamente era assim. O craque era descartável.

Hoje chegou a hora da vingança. Amor à camisa é lenda urbana.

Os clubes brasileiros ficam de joelhos até que feche a janela de transferência do futebol europeu.

Rezando de terço na mão.

O presidente do Grêmio esbraveja.

Mas o amadorismo morreu com Steve Austin no acidente com o Northrop M2-F2.


Categories: ,

0 comentários:

Postar um comentário

Comentários