Algum exército vence uma guerra sem comandante?
Desconheço.
O mesmo ocorre com um time de futebol.
A única exceção conhecida foi o Santos de Pelé.
Santos que teve apenas dois técnicos em cinquenta anos: Lula e Antoninho.
Mas com Pelé...
Nos anos 60, o Náutico trocava de técnico como môdelo troca de roupa.
Em 1964 o Náutico foi campeão de 1963. Alfredo Gonzalez decidiu permanecer no cargo.
Cargo que ocupou no dia 18 de fevereiro de 1962 e que deixou no dia 2 de setembro de 1964.
Foi substituído por Mituca.
Que desabou ao ser desclassificado pelo Ceará na Taça Brasil. Chegou Duque.
E o grande Duque durou... 9 jogos. Invicto. Campeão pernambucano de 1964.
Para a volta de Mituca.
Mituca passou alguns jogos e chegou Antoninho.
Antoninho que se tornou campeão pernambucano de 1965.
Então assume Dante Bianchi no Pentagonal dos Campeões do Norte.
Até o retorno de Davi Ferreira, o Duque. No dia 5 de junho de 1966.
Trinta e três jogos depois, campeão pernambucano de 1966, Duque vai embora. Chega Valter Miraglia.
Valter que perde sete amistosos seguidos. Sete. E cai.
Pra voltar Duque. No dia 2 de abril de 1967.
Duque que só sairia do Náutico em dezembro de 1968.
Leandro Altair Machado durou um jogo a mais que Valter Miraglia.
Fez uma campanha melhor.
Claro que é apenas um exercício da minha imaginação.
Mas seria mais uma helicoidal da história assistir a volta de Roberto Ferreira, digo Roberto Fernandes...
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