10 de jul. de 2008




O árbitro Wilson de Souza vai apitar o Clássico dos Clássicos.

Tem quem goste, tem quem desgoste.

Mas ninguém mais tem peito pra apitar um Clássico dos Clássicos e dormir na véspera.

Só Wilson de Souza.

Os demais juízes dormem mal, nem tomam café, perdem o apetite e suam frio na hora de tirar o cara ou coroa. Fato corriqueiro em véspera de execução.

Porque apitar um jogo Náutico x Sport consagra ou enterra.

Claro que tem jogos e jogos.

Tem Clássico dos Clássicos que é café com leite. Prato de papa.

Mas o normal quando vale três pontos é um jogo truncado, decidido no detalhe, no erro da arbitragem.

Porque errar é humano. E ninguém mais humano que o homem de preto.

Durante noventa minutos ele é o dono do espetáculo. Depois ele é um mero espectador das críticas ensandecidas dos derrotados.

Em janeiro de 1963 o jovem Armando Marques veio de longe dirigir as finais do campeonato pernambucano de 1964.

Um Armando Marques craque do livro das regras e carente de admiração.

Deu show na arbitragem. Foi elogiado por alvirrubros e defenestrado por rubro-negros. Adivinhem quem foi campeão?

Alvirrubros que tiveram a companhia de Armando Marques em uns trezentos jogos nos anos 60.

Em 1975 nosso melhor árbitro era o coronel Sebastião Rufino.

Rufino que se perdeu em uma arbitragem confusa em um jogo que tinha tudo pra ser fácil para o Sport, mas acabou dominado pelo Náutico.

Antes da partida, Rufino era unanimidade da crônica esportiva e nos clubes.

Depois também. Mais ainda nos Aflitos. Ninguém no Náutico conseguia sequer escutar o seu nome.

Virou persona non grata em Rosa e Silva.

Pois é. O árbitro Wilson de Souza vai apitar o Clássico dos Clássicos. Tem quem goste, tem quem desgoste. Sorte, seu Wilson!

Porque, se é verdade que apitar um jogo Náutico x Sport consagra ou enterra.

Também é verdade que em ambos os caso, eterniza!



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