12 de jul. de 2008



1964 foi um ano inesquecível.

Para os políticos, uma agonizante democracia.

Democracia que ninguém queria. Nem a direita, nem a esquerda.

Mas 1964 foi o ano do Náutico. Náutico campeão em janeiro de 1964 do campeonato de 1963.

Náutico de China que ostensivamente provocava os rubro-negros.

E ganhava os jogos.

1964. O primeiro passo do Hexa.

E logo em cima de quem?

Do arqui-rival Sport. Com direito a olé.

Com direito a replay. Com show de Rinaldo.

1964 não é um ano para principiantes.

O futebol pernambucano entrava em uma nova era. Anunciada por Ademir Menezes em 1942.

Mas abortada pela Guerra, pelo Vasco que comprou Ademir, pela precariedade dos meios de comunicação.

O Náutico caminhava para se tornar um dos principais clubes do país.

Promovendo Heltons. Garimpando Wellingtons. Não vendendo Bitas.

Os Clássicos dos Clássicos de 1964 são emblemáticos.

O Náutico derrota o Sport sem dó nem piedade. Sem dúvidas.

O Sport, bicampeão pernambucano, se cala ante a Nova Ordem.

E fica calado durante longos doze anos.

Porque contra o talento. Não há argumento.


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