10 de jun. de 2008






Por ROBERTO VIEIRA

A diretoria do Sport liberou 950 ingressos para os torcedores corintianos que desejam assistir a final da Copa do Brasil na Ilha do Retiro.

O total de ingressos vendidos para a finalíssima foi de 35.200 bilhetes.

Ou seja, a torcida do Corinthians teve direito a 2,7% da capacidade do estádio rubro negro.

Para muitos um absurdo com a segunda maior torcida do Brasil.

Será?

Semana passada, o Corinthians concedeu ao Sport 1050 ingressos para a primeira partida no Morumbi.

O total de ingressos vendidos na primeira partida em São Paulo foi de 63.871.

Ou seja, a torcida do Sport teve direito a 1,64% dos ingressos vendidos.

Aritmeticamente, o Sport está oferecendo uma quantidade maior de entradas para o espetáculo.

O Corinthians não tem do que reclamar. Embora esteja esbravejando no Cabo de Santo Agostinho.

Mas a venda dos ingressos das finais da Copa do Brasil reflete uma questão mais grave.

A falta de uma regra clara para a venda dos ingressos nos momentos decisivos do nosso futebol.

A eterna falta de profissionalismo.

Senão, vejamos.

Não existe uma porcentagem previamente estabelecida a ser respeitada pelos mandantes.

A venda dos ingressos está sendo feita pelas diretorias dos clubes. Longe das bilheterias.

O torcedor comum passa longe destes ingressos.

Só entra quem tem acesso ao presidente do clube, a uma torcida organizada ou a uma agência de viagem.

No final das contas, o mesmo drama que vive o fiel corintiano em Recife foi vivido pelo torcedor do leão em São Paulo.

Ambos dependem da boa vontade dos dirigentes. Ou da inflação dos cambistas.

Os 950 do Corinthians sofrem como os 1050 do Sport.

Como os 300 de Esparta.

Porque na hora do vamos ver todo mundo acredita que torcida ganha jogo!



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