7 de jun. de 2008



Eusébio, Seleção de Portugal nos anos 60

Por ROBERTO VIEIRA

Nunca existiu nos tempos modernos uma seleção portuguesa, com certeza. Basta lembrar os idos de 66 com Oto Glória, Eusébio e cia.

Era muito mais uma seleção colonial. Um combinado Sebastianista.

Hoje Portugal estréia na Eurocopa contra a Turquia. E lá está Felipão no banco. Pepe e Deco no campo.

Em defesa de Portugal devemos dizer que hoje a Europa já não possui uma seleção nacional. Todas são uma colcha de retalhos, um lego. Universalistas. José Águas, Mario Esteves Coluna, Alberto da Costa Pereira pelo menos falavam português.

Tal fato em termos de futebol é um absurdo. As equipes são escaladas pela força do dinheiro. Como a Espanha de Puskas e Di Stefano nos tristes anos de Franco. Mas em termos de quebra de preconceitos é uma vitória.

A França de Just Fontaine e Zinedine Zidane é um tributo ao tempo. A Alemanha de Gerald Asamoah um triunfo da esperança. Capaz de fazer os neonazistas espumarem de raiva.

Ultimamente Sepp Blatter, o presidente da FIFA, anda tentando controlar a desnacionalização das equipes européias. Limitar o número de jogadores estrangeiros por clube. Impedir que um país do Velho Mundo seja todo formado pelo Novo Mundo.

As leis da Comunidade Européia, no entanto, dizem que o Novo Mundo de passaporte pode jogar onde bem quiser.

Pois é. A Comunidade Européia não é o Brasil que dobra os joelhos ao donos do futebol.

Portanto, quando Portugal entrar em campo contra a Turquia não será uma seleção portuguesa, com certeza. Como a própria Turquia que traz o brasileiro Mehmet Aurélio na sua escalação.

Porque a seleção portuguesa não é portuguesa com certeza desde os tempos em que a Briosa venceu os Encarnados no Campo das Salésias.

Ora, pois!


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