
Por ROBERTO VIEIRA
50 anos depois, a Espanha repete o Brasil de 1958.
Gerações e mais gerações de jogadores das duas equipes se acostumaram a chegar nos torneios favoritos, e saírem apedrejados.
O Brasil beijou a Jules Rimet em 1938 e 1950. E foi se deitar sozinho.
A Espanha foi considerada candidata em todos os torneios desde 1964. E saiu lambendo as feridas.
O Brasil perdeu a Copa de 50 no Maracanã, mas pelo menos chegou na final. A Espanha perdeu a Copa de 1982 em casa, para suas próprias pernas. Para a mesma Alemanha de hoje. Alemanha que se acostumou a perder nos últimos anos.
A Espanha tem um dos mais ricos campeonatos do mundo. O Brasil, um dos maiores celeiros de craques da história.
O Brasil tinha o complexo de viralata. A Espanha, o fardo da fúria.
O Brasil empatou em 0 x 0 com a Inglaterra em 1958. A Espanha empatou em 0 x 0 com a Itália em 2008.
E venceram os demais cinco jogos.
O Brasil de JK. A Espanha de Juan Carlos. A Espanha de Aragonés. O Brasil de Feola.
O Brasil capturou o sonho da Copa da Suécia e se tornou uma lenda na gélida Estocolmo.
A Espanha era uma lenda e vive um instante de sonho. Um sonho de uma noite de verão.
Resta saber se acordará do sonho Fúria, ou simpático viralata.
Dançando ao som das 'Touradas de Madrid'...

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