29 de jun. de 2008





Por ROBERTO VIEIRA

50 anos depois, a Espanha repete o Brasil de 1958.

Gerações e mais gerações de jogadores das duas equipes se acostumaram a chegar nos torneios favoritos, e saírem apedrejados.

O Brasil beijou a Jules Rimet em 1938 e 1950. E foi se deitar sozinho.

A Espanha foi considerada candidata em todos os torneios desde 1964. E saiu lambendo as feridas.

O Brasil perdeu a Copa de 50 no Maracanã, mas pelo menos chegou na final. A Espanha perdeu a Copa de 1982 em casa, para suas próprias pernas. Para a mesma Alemanha de hoje. Alemanha que se acostumou a perder nos últimos anos.

A Espanha tem um dos mais ricos campeonatos do mundo. O Brasil, um dos maiores celeiros de craques da história.

O Brasil tinha o complexo de viralata. A Espanha, o fardo da fúria.

O Brasil empatou em 0 x 0 com a Inglaterra em 1958. A Espanha empatou em 0 x 0 com a Itália em 2008.

E venceram os demais cinco jogos.

O Brasil de JK. A Espanha de Juan Carlos. A Espanha de Aragonés. O Brasil de Feola.

O Brasil capturou o sonho da Copa da Suécia e se tornou uma lenda na gélida Estocolmo.

A Espanha era uma lenda e vive um instante de sonho. Um sonho de uma noite de verão.

Resta saber se acordará do sonho Fúria, ou simpático viralata.

Dançando ao som das 'Touradas de Madrid'...



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