
O Náutico vencia o Botafogo por 1 x 0 em um jogo tenso. Então o zagueiro André Luís do Botafogo acertou Ruy por trás sendo corretamente expulso pelo árbitro.
André foi saindo de campo descontrolado e quando viu uma garrafa d'água na beira do gramado encheu o pé.
A garrafa voou por sobre o alambrado e caiu no meio da torcida alvirrubra ferindo alguns torcedores.
Não contente com o chute, o zagueiro André Luís dirigiu gestos obscenos para a torcida e sentou-se no banco de reservas.
Solicitado a se retirar para os vestiários, o zagueiro deu um safanão numa policial militar.
Foi o estopim para o conflito entre os jogadores do Botafogo e a Polícia Militar de Pernambuco.
Na confusão, o presidente do Botafogo Bebeto de Freitas também foi levado ao Juizado do Torcedor sob acusação de agressão.
O Botafogo vive um ano difícil.
Seus jogadores parecem jogar à beira de um ataque de nervos.
A perda do título carioca para o Flamengo, a desclassificação para o Corinthians na Copa do Brasil, a presença de um novo técnico, Geninho, observando a partida, a necessidade de provar a sua garra para a torcida, tudo isso transforma simples jogos em batalhas.
O nervosismo do zagueiro André Luís é pois, compreensível.
Até o instante em que ele resolve descontar os resultados negativos do seu time em cima do torcedor nas arquibancadas. Até o momento que ele ofende o torcedor que pagou ingresso para torcer pelo seu time. Até o momento em que ele desacata uma autoridade.
Nesse momento, a atitude de André Luís é um caso de polícia.
Na confusão que se seguiu entre jogadores e policiais, o lateral Alessandro refere ter sido vítima de gás pimenta. Wellinton Araújo reclama de uma agressão com cacetete.
Quem está certo? Quem está errado?
Nesse caso existe a lei para decidir o certo e o errado. Punam-se os culpados.
Mas a lei deve ser respeitada doa a quem doer.
Porque ninguém está acima da lei.
Nem mesmo os jogadores de futebol.
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