
4 de julho é o dia em que um império ruiu.
O império húngaro de Puskas e Czibor.
Hungria que era a favorita ao título mundial de 1954.
Hungria invicta por trezentos e cinquenta jogos.
Hungria que havia vencido o Brasil por 4 x 2 numa batalha campal.
Batalha que os brasileiros travaram em campo.
Nos vestiários.
E na FIFA com a exclusão do árbitro Mario Vianna dos quadros da entidade.
Depois que Vianna chamou Mr. Ellis de comunista, fascista (sic) e outras coisas mais.
Mr. Ellis o juiz da partida.
A Alemanha perdeu da Hungria na primeira fase por 8 x 3.
Mas venceu a final por 3 x 2. De virada.
A beleza do futebol perdia para as divisões Panzer de Walter.
O futebol seguia novos rumos. Inimagináveis.
Os jornais do Recife demoraram quatro dias para publicar uma foto da campeã.
Tempos sem internet.
Como São paulo, ontem!
Os jornais se vingavam dos magiares.
Falavam da Hungria com escárnio. Ferinos.
A vitória que fugira na Suiça, era vingada nos tablóides.
"Caiu a máscara da Hungria!"
Quem sabe, pelos mortos de Pistóia!
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