19 de mai. de 2008




Foram mais de cinquenta jogos de sangue e suor. Vitórias e derrotas.

O treinador e alvirrubro Roberto Fernandes chegou quando o barco afundava e aos poucos conduziu o Clube Náutico Capibaribe para uma reação histórica no Brasileirão 2007. Quer queiram ou não queiram os seus desafetos. E desafetos Roberto Fernandes os fez às dezenas no futebol pernambucano.

Homem de poucas palavras e temperamento explosivo, Roberto mostrou aos pernambucanos que santo de casa faz milagre. Mas, ninguém é profeta em sua própria casa.

As críticas tecidas no decorrer deste seu trabalho foram ácidas. E Roberto Fernandes foi se fechando em torno de si mesmo. Cada vez mais agressivo. Cada vez mais distante. Por várias vezes ameaçou ir embora.

O clima foi ficando pesado, irrespirável. As palavras de ambos os lados ficando mais fortes. Até que o ex-treinador alvirrubro decidiu rumar para a fria Curitiba. Para o Atlético-PR. Para o organizado futebol do primeiro mundo brasileiro.

Longe de mim julgar sua decisão. Pra mim o futebol é como casamento: Fica quem quer.

Porém não se pode deixar de tecer algumas considerações sobre a saída digamos, intempestiva do comandante alvirrubro. Saída na segunda rodada de um campeonato que o Náutico lidera.

Os jogadores que foram contratados, foram contratados com o aval de Roberto. Será que o novo técnico irá trabalhar com eles?

Paulo Santos era aposta de Roberto Fernandes para o meio campo Timbu. Será que o novo técnico concorda com Paulo Santos?

O planejamento alvirrubro foi feito por Roberto Fernandes. Será que o novo técnico tem tempo hábil para planejar alguma coisa?

Lógico que não!

Agora todo planejamento vira roleta russa. Las Vegas.

Salários atrasados, más condições de trabalho, sonhos de crescimento profissional. Tudo se compreende. Mas tudo poderia ter sido resolvido antes do Brasileirão.

Apesar de admirar o trabalho do alvirrubro Roberto Fernandes, meu clube se chama Náutico. Náutico que a partir de agora passa a depender de quem nunca lhe abandonou no meio das tempestades. De quem lhe ama sobre todas as coisas.

De quem é Náutico até morrer: A imensa e apaixonada torcida Timbu.

E é por saber que essa torcida segue com o Náutico independente do sangue e do suor, independente das lágrimas, que eu fico tranquilo.

Os homens passam.

O Náutico, fica!



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