A Suécia abriu o marcador com Ibrahimovic.
O futebol chorou no gramado de Kiev.
Trusevich caminhava desolado pelos céus.
A Ucrania ficou de joelhos.
Ucrania do poderoso Dinamo de Kiev.
Dinamo que perdeu alguns dos seus craques.
Nas masmorras do nazismo.
Craques que se recusaram a perder dos invasores alemães.
No banco ucraniano.
O técnico Oleg Blokhin queria entrar em campo.
Blokhin, filho de pai russo
Blokhin que sempre foi apaixonado pela mãe ucraniana.
Blokhin, o maior artilheiro da história da União Soviética.
Blokhin olha para o velho Shevchenko.
A única esperança de ressurreição.
E de repente...
Shevchenko empata de cabeça.
Um mergulho no passado de si mesmo.
E após um escanteio.
Shevchenko se antecipa e desempata: 2x1.
Na comemoração.
Os dois maiores craques do futebol ucraniano.
Pós massacre nazista.
Se abraçam pela eternidade do futebol.
Futebol que parou de chorar e ainda está a aplaudir...
