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29 de jul. de 2012





Cuba não vem.

Culpa dos anos de declínio econômico.

Mas tem os EUA.

E uma tal de Polônia...

16 de jun. de 2012



Foram 24 encontros.

Desde o dia 27 de outubro de 1928.

Vitória tcheca por 3-2 em Praga.

Triunfo polonês?

Apenas vinte anos depois em Varsóvia: 3-1.

O tchecos levam vantagem.

12-7 em vitórias.

49-34 em gols.

Depois que a Tchecoslováquia desapareceu?

Aí dá mais Polônia.

Cinco jogos com três triunfos dos compatriotas de Woytila...

12 de jun. de 2012






Ruas perto do Estádio Nacional de Varsóvia.

Encontro das torcidas russa e polonesa.

Dez feridos.

Cinquenta torcedores presos...






E tudo ficou para resolver na última rodada...



Por ROBERTO VIEIRA









Boniekestá triste.
Asua amada Polônia subtraída ante os coturnos soviéticos.
Solidariedade.
Aentrada no Estádio
Chopinlembra os tempos de menino.
Allegro.
ARússia invadiu as ruas de Varsóvia.
Noturno.
Avisão de Paris deserta é devastadora.
Dasaevdefende e Jaruzelski aplaude.
NoVaticano, Karol escuta a Polonaise Heróica.
Oitavas?
OuQuartas Diminutas?
Abola passa pelos pés de Lato.
Chegana saudade de Frederic.
Arpeggio.
Umabalada surge nos céus da Espanha.
Abola cruzada aos 46 minutos do segundo tempo.
Morrenas mãos de Mlynarczyk.
APolônia quer revanche.
Umcontra ataque mortal passa tirando tinta da trave russa.
Ojuiz encerra a peleja.
Karolestá na janela observando a Roma Antiga.
Aferida de bala.
Devorezar?”
Antesda Copa do Mundo ele recebera o time polonês.
Bonieksolicitara que o Papa rezasse pela equipe.
Karolretrucara:
Deusnão tem favoritos no futebol”
Masaqueles acordes no piano!
Asbolas cruzando a grande área polonesa.
Seos russos vencerem?
Atristeza de Varsóvia.
Asolidão de Chopin.
Dejoelhos Woytila!”
Ostorturadores massacrando o corpo do Padre.
Chopinmorrendo entre lágrimas e sangue.
Karolprocura uma lembrança para não enlouquecer.
Chopin.
Ocorpo desmaiado na prisão.
Asmãos marcadas pela dor.
Copade 1982.
Oitentae duas notas no piano de Chopin.
Bonieksorri.
AURSS de joelhos.
Osecretario Stanislaw Dziwisz abre as portas dos aposentos papais:
0x 0!”
Karolagradece aos céus em silêncio.
Suasmãos trêmulas se juntam em agradecimento.
Emalgum lugar do passado.
Chopinrepousa em paz...

8 de jun. de 2012





Roman Pavlyuchenko fecha o caixão tcheco.

Petr Cech?

Nunca viu tanta bola entrando junto.

A Russia vai dar trabalho.

Os tchecos?

Juntam os trapos da nova primavera de Praga.

Gregos e poloneses protagonizaram drama, expulsão e pênalti perdido.

A Eurocopa?

Começa a mil...






Polônia e Grécia abrem a Eurocopa em Varsóvia.

Um duelo iniciado no dia 25 de maio de 1963.

Vitória de 4x0 dos poloneses.

Show de Jósef Galeczka.

Galezka que era chegado numa bicicleta.

Curioso mesmo é a história do estádio daquele jogo.

O Estádio Dziesieciolecia Manifestu Lipcowego.

Na época.

O principal estádio de Varsóvia.

Construído com as ruínas da capital polonesa.

Ruínas da II Guerra Mundial.

O estádio viveu seu apogeu nas décadas de 60 e 70.

Até que foi abandonado aos poucos.

E transformado em... mercado público.

Na verdade o maior mercado público da Europa.

Para a Euro 2012.

O velho estádio foi reconstruído.

Já não pega mais 100 mil torcedores.

Porém.

É testemunha silenciosa da história.







13h, Varsóvia (POL) — Polônia x Grécia


15h45m, Wroclaw (POL) — Rússia x República Tcheca














Na Copa do Mundo era Paul, o Polvo.

Agora na Eurocopa.

O profeta da vez é o elefante Citta.

Residente no zoológico de Cracóvia.

Prevendo a vitória da Polonia sobre a Grécia...

Citta que nem pensou duas vezes antes de prognosticar o triunfo de quem lhe serve comida.

26 de mai. de 2012





Ironia da história.

A Espanha de Franco decide sediar a Euro 1964.

No caminho da final?

Os comunistas húngaros batidos na prorrogação.

Na final?

A velha URSS.

URSS que havia sido recusada pela Espanha.

No torneio de 1960.

Prestem atenção.

No golaço de Marcelino que deu o título aos franquistas.,..


GRUPO A 2012

Polônia

Grécia

Rússia

República Tcheca


2 de jan. de 2009




A Polônia se fecha. Marinho tenta atacar.

O Brasil é um time sem alma.

Até Ademir da Guia está sumido.

Parece que está sendo marcado por Ivan Brondi.

Contra ataque alvirrubro.

Lato pega a bola no meio de campo. Nas costas de Marinho.

Cara a cara com Leão, fuzila.

Polônia 1 x 0 Brasil.

Leão mete a mão na cara de Marinho.

Leão que falhara contra a Argentina.

E falhara contra a Holanda.

Noite.

Quase todos dormem.

- Marinho vai jogar solto.

- Como se fosse um atacante.

- Salomão, você recua. Joga entre Beliato e Fraga.

- Como um 3-5-2?

- Mais ou menos. Como um líbero.

- Gena fica livre.

- E Juninho?

- Ivan cola nele. Como fez com Ademir da Guia naquele dia! Gena ajuda quando ele cair pela direita.

- Baiano e Jorge Mendonça sobem menos. Vão ajudar o meio de campo.

- E Nado?

- Nado vai driblar Durval sempre. Até ele perder a cabeça.

- O jogo é de Bita e de Marinho.


Muricy Ramalho chama Marinho Chagas.

- Amanhã você joga livre. Pode fazer o que bem entender. Salomão e Fraga te dão cobertura.

Marinho sorri. Pela primeira vez esta semana.

- Só quero que lembre de uma coisa!

- O quê?

- Leão está sentado no outro banco de reservas. E ele tem certeza que vai ganhar o jogo em cima de você.

Marinho agradece a liberdade.

E vai dormir...



11 de jun. de 2008




Artigo publicado nesta quarta-feira no Estadão mostra que os métodos da polícia pernambucana estão sendo amplamente utilizados. Pela polícia européia na Eurocopa. Com um única diferença:

A UEFA solicitou aos meios de comunicação uma discreta censura nas imagens da violência.

No jogo entre a Alemanha e a Polônia o pau comeu entre as torcidas. Talvez estimuladas pelas centenárias disputas entre os povos. Como resultado, 200 pessoas foram presas após a partida.

Na partida entre croatas e austríacos, outra vez a tensão pretérita explodiu. Mais uma vez o pau comeu. E a polícia atuou com vigor para inibir os torcedores.

Quem imagina que o vigor foi recoberto de salamaleques, surpresa! Os métodos foram ríspidos, duros e inclementes. Como os métodos pernambucanos. Houve imobilização, gás pimenta e algemas. Por sinal, esgotou-se o estoque de algemas e pimenta da Áustria e da Suiça.

Talvez porque a Europa ainda seja um continente atrasado. Uma terra responsável por dois conflitos mundiais. Muito distante da civilização defendida pelo STJD e pelo Botafogo.

Ou quem sabe, na Europa, baderneiro é baderneiro, e não uma questão de semântica.

Portanto, pernambucanos, quando perguntarem a vocês sobre coronéis e jagunços, respondam que Pernambuco lembra muito Genebra. Ou quem sabe, Salzburg!


8 de jun. de 2008







Ernst Otto Willimowski


Por ROBERTO VIEIRA

"Não. O futebol para mim não morreu naquele primeiro de setembro de 1939. Os bombardeios destruiram minha vida e minha família, mas apesar da guerra a vida continua. As imagens das tropas alemães invadindo Chorzow ainda me provocam arrepios. Mas eu era uma criança. Uma criança que torcia para o Ruch Chorzow.

Uma criança apaixonada pelos gols do centroavante do seu time.

Nos anos que se seguiram eu trouxe comigo o futebol como uma forma de esquecer o barulho das bombas. O gueto.

Quando surgiu o grande time polonês de Deyna e Szarmach nos anos 70, eu fui até Frankfurt. Iamos vencer a Alemanha e seriamos campeões do mundo. Mas havia Müller, havia a lama, havia Sepp Maier. E eu fiquei calado nas arquibancadas, enrolado na bandeira polonesa. Aos 44 anos eu era um sobrevivente da guerra enrolado na bandeira vermelha e branca da minha pátria.

Ouvindo as bombas.

Muitos amigos julgaram minha tristeza motivada pela derrota. Não era. Trinta e quatro anos depois eu só queria vingança contra Ernst. A vingança não veio. Em 1978 a Argentina era muito distante. Nosso time já não era tão forte. O Solidariedade tomava meus dias. Os porões falavam russo.

Aguardei o jogo na Copa de 2006. Dortmund me lembrou Frankfurt. Neuville marcou um gol aos 45' do segundo tempo. Perdemos de novo. Como perdemos hoje por 2 x 0 em Klagenfurt.

Não considero os alemães meus inimigos. O tempo enterrou a todos eles. O tempo sepulta toda a dor, ou então não sobrevivemos.

Se perdoei a todos? Todos, menos Ernst. Ernst, o centroavante do meu time de infância. O mesmo Ernst Willimowski que marcou quatro gols no Brasil na Copa de 1938.

O traidor.

O jogador que nos abandonou durante a guerra e foi fazer seus gols pela seleção da Grande Alemanha por um punhado de marcos.

Willimowski que estreou na seleção polonesa exatamente contra a Alemanha em 1934.

Não. O futebol para mim não morreu naquele primeiro de setembro de 1939. Quem morreu pra mim foi apenas Ernst Willimowski."

retirado do Blog de Grzegorz Boniek após Alemanha 2 x 0 Polônia pela Eurocopa

www.polskagoalblog.com.pl