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5 de ago. de 2012







Por ROBERTO VIEIRA


O Santos é o Santos.

Com ou sem Pelé.

Com ou sem Neymar.

Com ou sem Arakem Patuska.

O Náutico?

Muitas vezes é o Náutico.

Muitas vezes é alguma coisa diferente longe de sua gente.

Portanto.

Duelar com o time dos melhores atacantes da história.

Sempre é coisa pra guardar na memória.

Mesmo quando os duelos eram entre Chulapa e Gaúcho.

A bola chutada por Araújo.

A bola espalmada por Aranha.

Caiu nos pés de um improvável Patric.

Patric com o espírito de Caiçara e Gena.

Bateu pro gol com a inocência dos recém nascidos.

Como quem não tem a menor ideia de que entrava pra história.

Pois é.

O grito de gol dos Aflitos.

Silenciado no primeiro tempo nos pés de Araújo.

Voltou a ganhar os ares de Rosa e Silva na chuteira de Patric.

Estava escrito.

Lá no mercado de São José.

No cordel de Zé Pequeno - fã de Muricy Ramalho.

Mas faltava o gol de placa.

O gol do inexplicável Kim.

Driblando Zito.

Driblando Mauro Oliveira.

Driblando Calvet.

Driblando os críticos e estetas de plantão.

Kim que não entrou com bola e tudo.

Porque teve humildade, bicho!

Kieza?

Não podia deixar de marcar o seu.

Rápido, veloz, implacável.

Artilheiro da estirpe de Ivson.

O Náutico ganhou três pontos.

Três pontos importantíssimos rumo aos 45 na tabela.

Náutico do Mestre Martinez.

Na batalha do Timbu com o Peixe na Terra dos Aflitos?

Deu marsupial.

Durval?

Passou em branco desta vez.

Náutico e Ponte Preta?

São os penetras na festa do bacanas.