Por WASHINGTON VAZ
O adversário era durissimo e o Galo precisava pressionar bastante o time argentino desde o primeiro segundo de jogo.
E assim foi.
Coube a Bernard e Diego Tardelli infernizar as laterais do Horto, partindo em diagonal.
Saida errada de Verghini, e Ronaldinho tocou, passando por Mateo, colocou uma bola açucarada para Bernard, uma bala em diagonal!
Era o gol que a torcida atleticana almejava, logo aos três minutos de partida, o cenário perfeito.
Entretanto, o time de Rosário se tranquilizou e conseguiu conter o pressão atleticana, agora com menos intensidade.
Mateo, que havia anulado Ronaldinho na parida de ida, continuava o seu duelo particular com o meia alvinegro.
Outro duelo particular estava entre Maxi e Figueroa com Marcos Rocha e Richarlyson.
A dupla de volantes do Galo também não deixaram Bernardi e Cruzado criarem seus contra ataques, anulando assim as jogadas de Scocco.
E de certa forma, conseguiram.
Durante todo primeiro tempo, apenas uma chegada com Cruzado com perigo.
Enquanto isso, o ataque atleticano tentava penetrar a defesa da Lepra.
Foram diversos os escanteios e faltas próximo a grande área rival.
Se naquele momento a partida já estava tensa, coube ao arbitro uruguaio Roberto Silvera aumentar ainda mais o nervosimo atleticano.
No final do primeiro tempo, Jô foi derrubado por López na entrada da grande área.
Lance claro, na cara do juiz e que não marcou, pra revolta dos jogadores do Atletico Mineiro.
Por reclamação do lance, Bernard levou amarelo e ficou fora da primeira partida contra o Olimpia.
Veio o segundo tempo e o time de Tatá Martino voltou muito melhor do que na etapa inicial, compactando e adiantando suas linhas.
O Newell's amarrou o Galo, acertando seu posicionamento e o time mineiro caiu de produção.
O Atlético não conseguia acertar suas jogadas e tudo ia muito mal para os mineiros.
Precisou de uma queda "divina" de energia - como classificou Cuca - para buscar uma restruturação.
Convenhamos, isso é a cara da Libertadores!
E Cuca conseguiu a tal restruturação...
E com ela, o apoio da Massa Atleticana que ajudou a dar novos rumos a historia da partida.
Enquanto o jogo estava parado, gritos de "EU ACREDITO! EU ACREDITO! EU ACREDITO!".
Dentro de campo, a mudança também veio com a entrada de Guilherme e Alecsandro nas vagas da Bernard e Tardelli.
Deu certo.
Em lance de Mateo que pegou mal demais na bola.
No re bote, coube a Guilherme acertar um belo chute.
Logo Guilherme, que desde de sua contratação, era marginalizado por seu passado recente no Cruzeiro.
Veio os pênaltis e, obviamente, com contornos dramáticos.
Jô, artilheiro do Galo na Libertadores perdeu, mas veio o alivio quando Casco desperdiçou em seguida.
O temor voltou quando Richarlyson mandou a bola pra Lua, mas sua apreensão com um novo erro do NOB, agora com com Cruzado.
Coube a Ronaldinho converter a ultima penalidade com primor.
E Victor, que já havia sido canonizado pela Massa na partida na partida diante do Tijuana, praticou um novo milagre no Horto, defendendo o penal de Maxi Rodriguez!
Em 105 anos, O Atlético Mineiro à final da Libertadores na sua história.
O Galo fede a título e vai a Assunção favorito, com tudo levantar a América no novo Mineirão.
Ou quem sabe no Horto...

