Mostrando postagens com marcador KAKÁ. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador KAKÁ. Mostrar todas as postagens

22 de out. de 2012







Por ROBERTO VIEIRA


Deus está de volta a seleção.

Magro.

Branco.

Veloz.

Um Deus mais sofrido pelo ostracismo.

Um Deus menos confiante na divindade tempo.

Um Deus de sorriso frágil diante do destino ibérico.

O Diabo está de volta aos campos.

Irônico.

Negro.

Veloz.

Um Diabo que chora nos campos da vida.

Um Diabo menos confiante nas artes ocultas.

Um Diabo de sorriso fácil pelos dentes infinitos.

A terra do sol tem encontro marcado com a guerra.

Uma guerra de inimigos mortais.

Uma guerra já perdida para muitos.

Diante da morte dos semideuses de nosso futebol.

Nas entranhas de Prometeu.

Mas existe um caminho nessa guerra santa.

Uma solução na busca do cálice sagrado.

Colocar lado a lado no mesmo exército.

Deus e o Diabo na terra do gol...


  

16 de out. de 2012






Vi grande parte do segundo tempo.

Sorte.

O Brasil jogou muito bem diante do Japão.

Kaká e Neymar entrosados.

E o Japão que havia batido a França na França.

Também atuando com força.

O caminho parece traçado.

Kaká caiu como luva no time de Mano.

2014 começa agora...

Quem viver?

19 de nov. de 2008





Por ROBERTO VIEIRA


Kaká ou Cristiano Ronaldo?

Brasil ou Portugal?

Parece 1966?

Até parece.

Mas Gama não é Liverpool. Kaká não é Pelé.

Cristiano não amarraria as chuteiras de Eusébio.

Embora, todos sejam os melhores do mundo em suas épocas.

O que diz muito sobre o mundo.

O que diz muito sobre Brasil e Portugal.

História de um, focinho do outro.

Portugal que começou a jogar bola em 1921.

Portugal que durante muito tempo só jogava contra a Espanha ou França.

Portugal que demorou 35 anos para desafiar a antiga colônia no Estádio Nacional.

Craveiro Lopes ou JK?

Canhoteiro ou Virgílio?

Gino.

Gino que marcou o primeiro gol nos confrontos entre as seleções.

De bicicleta. Imortal.

Para tristeza de Amália Rodrigues na platéia.

Ainda não havia Pelé. Mas havia a PIDE.

A mais completa tradução de Salazar.

Dez anos depois, havia Eusébio. E Salazar se mudara para o Brasil de mala e cuia.

O Portugal de Oto Glória vencia por 3 x 1 um Brasil onde o samba lembrava o fado.

Américo Thomaz ou Médici?

Minicopa.

Um solitário Jairzinho voando no Maracanã.

Gérson recebendo a taça da ditadura sob a ovação de 100 mil fiéis.

Foi bonita a festa, pá.

Portugal descobria a beleza dos cravos.

O Brasil sofria na tortura dos cravos.

Esta terra tornando-se um imenso Portugal.

Parece 1966?

Até parece.

Mas Gama não é Liverpool. Kaká não é Pelé.

Cristiano não amarraria as chuteiras de Eusébio.

Já murcharam a festa, pá.

Mas, quem sabe, esqueceram uma semente nalgum canto de jardim...


8 de jun. de 2008





Por ROBERTO VIEIRA


O futebol já viu o soco no ar de Pelé.

O futebol já viu o braço erguido de Sócrates.

O futebol já viu o sinal da cruz de Petras.

O futebol já viu o porco de Viola.

O futebol já viu o dedo de Ronaldo.

O futebol já viu a cambalhota de Romeu.

O futebol já viu o vôo suicida de André Catimba.


O futebol já viu as mãos erguidas ao céus de Kaká.

O futebol já viu o sorriso de Garrincha.

O futebol já viu o sinal de paz e amor de Mickey.

O futebol já viu a careta de Maradona.

O futebol já viu a explosão de Rivelino.



O futebol já viu o desmaio de Hohberg.

O futebol já viu o silêncio de Paul Breitner.

Mas hoje, na Ilha do Retiro no jogo Sport x Palmeiras o futebol foi apresentado ao inusitado.

O jogador Luciano Henrique após marcar o primeiro gol rubro negro foi cumprimentar o chefe do policamento.


Se a moda pega...


20 de mai. de 2008




Por ROBERTO VIEIRA


A seleção brasileira é uma utopia. Só existe nas mentes encaracoladas da CBF.

A seleção brasileira já não joga no Brasil. Já não treina no Brasil. Já não mora no Brasil.

O verde e amarelo é apenas uma jogada de marketing.

E se a seleção principal é uma utopia, a olímpica é uma abstração.

O futebol mundial nunca compreendeu os ideais do Barão de Coubertin. Aliás, aqueles mais chegados ao Barão vão mais longe: Nem o Barão sabia muito bem que ideais eram esses.

Há 80 anos o futebol rompeu as amarras da hipocrisia e se declarou independente. Profissional.

Decidiu seguir seus próprios ideais. Criou a Copa do Mundo.

E ao romper as amarras do Barão, o futebol tornou-se o rei dos esportes. Pra felicidade geral da nação.

Porque se você imagina que o futebol é corrupto, é porque você não conhece as Olímpiadas.

O Comitê Olímpico compactuou com Hitler da mesma forma que compactua com os herdeiros do Massacre da Praça da Paz Celestial.

O Comitê Olímpico vive falando em Jesse Owens, mas Jesse Owens voltou pra casa e foi viver na miséria.

O Comitê Olímpico fechou os olhos ao doping dos países da Cortina de Ferro, subtraiu as medalhas de Jim Thorpe e ignorou o apartheid.

Quando percebeu que estava perdendo dinheiro, o COI se rendeu ao profissionalismo em 1992.

Candidamente, na maior cara de pau.

Kaká será pai pela primeira vez esse ano. Mais ou menos na época dos Jogos Olímpicos.

O Brasil não precisa de Kaká. O filho(a) dele sim!

Sem a medalha de ouro olímpica, Kaká estará na companhia de Garrincha, Pelé, Di Stefano e Maradona. Nada mal.

O último grande gênio do futebol que ganhou uma medalha de ouro olímpica foi Ferenc Puskas.

Puskas que foi saudado como herói nacional em 1952.

Puskas que foi apedrejado dois anos depois quando perdeu a Copa do Mundo.

É por essas e outras que qualquer Dalai Lama mais ajuizado aconselharia ao pebolista cristão:

'Vai pra casa, Kaká!'