22 de out. de 2012
16 de out. de 2012
Vi grande parte do segundo tempo.
Sorte.
O Brasil jogou muito bem diante do Japão.
Kaká e Neymar entrosados.
E o Japão que havia batido a França na França.
Também atuando com força.
O caminho parece traçado.
Kaká caiu como luva no time de Mano.
2014 começa agora...
Quem viver?
19 de nov. de 2008

Por ROBERTO VIEIRA
Kaká ou Cristiano Ronaldo?
Brasil ou Portugal?
Parece 1966?
Até parece.
Mas Gama não é Liverpool. Kaká não é Pelé.
Cristiano não amarraria as chuteiras de Eusébio.
Embora, todos sejam os melhores do mundo em suas épocas.
O que diz muito sobre o mundo.
O que diz muito sobre Brasil e Portugal.
História de um, focinho do outro.
Portugal que começou a jogar bola em 1921.
Portugal que durante muito tempo só jogava contra a Espanha ou França.
Portugal que demorou 35 anos para desafiar a antiga colônia no Estádio Nacional.
Craveiro Lopes ou JK?
Canhoteiro ou Virgílio?
Gino.
Gino que marcou o primeiro gol nos confrontos entre as seleções.
De bicicleta. Imortal.
Para tristeza de Amália Rodrigues na platéia.
Ainda não havia Pelé. Mas havia a PIDE.
A mais completa tradução de Salazar.
Dez anos depois, havia Eusébio. E Salazar se mudara para o Brasil de mala e cuia.
O Portugal de Oto Glória vencia por 3 x 1 um Brasil onde o samba lembrava o fado.
Américo Thomaz ou Médici?
Minicopa.
Um solitário Jairzinho voando no Maracanã.
Gérson recebendo a taça da ditadura sob a ovação de 100 mil fiéis.
Foi bonita a festa, pá.
Portugal descobria a beleza dos cravos.
O Brasil sofria na tortura dos cravos.
Esta terra tornando-se um imenso Portugal.
Parece 1966?
Até parece.
Mas Gama não é Liverpool. Kaká não é Pelé.
Cristiano não amarraria as chuteiras de Eusébio.
Já murcharam a festa, pá.
Mas, quem sabe, esqueceram uma semente nalgum canto de jardim...
8 de jun. de 2008
20 de mai. de 2008
Por ROBERTO VIEIRA
A seleção brasileira é uma utopia. Só existe nas mentes encaracoladas da CBF.
A seleção brasileira já não joga no Brasil. Já não treina no Brasil. Já não mora no Brasil.
O verde e amarelo é apenas uma jogada de marketing.
E se a seleção principal é uma utopia, a olímpica é uma abstração.
O futebol mundial nunca compreendeu os ideais do Barão de Coubertin. Aliás, aqueles mais chegados ao Barão vão mais longe: Nem o Barão sabia muito bem que ideais eram esses.
Há 80 anos o futebol rompeu as amarras da hipocrisia e se declarou independente. Profissional.
Decidiu seguir seus próprios ideais. Criou a Copa do Mundo.
E ao romper as amarras do Barão, o futebol tornou-se o rei dos esportes. Pra felicidade geral da nação.
Porque se você imagina que o futebol é corrupto, é porque você não conhece as Olímpiadas.
O Comitê Olímpico compactuou com Hitler da mesma forma que compactua com os herdeiros do Massacre da Praça da Paz Celestial.
O Comitê Olímpico vive falando em Jesse Owens, mas Jesse Owens voltou pra casa e foi viver na miséria.
O Comitê Olímpico fechou os olhos ao doping dos países da Cortina de Ferro, subtraiu as medalhas de Jim Thorpe e ignorou o apartheid.
Quando percebeu que estava perdendo dinheiro, o COI se rendeu ao profissionalismo em 1992.
Candidamente, na maior cara de pau.
Kaká será pai pela primeira vez esse ano. Mais ou menos na época dos Jogos Olímpicos.
O Brasil não precisa de Kaká. O filho(a) dele sim!
Sem a medalha de ouro olímpica, Kaká estará na companhia de Garrincha, Pelé, Di Stefano e Maradona. Nada mal.
O último grande gênio do futebol que ganhou uma medalha de ouro olímpica foi Ferenc Puskas.
Puskas que foi saudado como herói nacional em 1952.
Puskas que foi apedrejado dois anos depois quando perdeu a Copa do Mundo.
É por essas e outras que qualquer Dalai Lama mais ajuizado aconselharia ao pebolista cristão:
'Vai pra casa, Kaká!'







