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24 de jul. de 2013





Um rosto por trás do carro de polícia.

Gregório Bezerra é libertado.

Trocado pelo embaixador americano.

A objetiva do Jornal do Commercio escreve a história.



15 de abr. de 2013





O gol do Sport deveria ser a razão de ser.

Mas o ataque dos vândalos da torcida coral.

Ao carro e fotógrafo do JC.

Deixam o futebol em segundo plano.

Até quando?

2 de abr. de 2013





A capa da página de esportes do JC de hoje.

Tem dois temas relevantes.

O primeiro trata da democracia da Copa do Brasil.

Democracia que tunga os mais fracos.

Na competição que em todos os lugares do mundo onde é disputada.

Serve exatamente para dar um respiro aos pequenos.

De democrata esta Copa do Brasil não tem nada.

O segundo assunto está lá em cima.

Lembrando que nos últimos oito confrontos em Clássicos pelo estadual.

O Náutico se deu mal.

Esquecendo que no último Clássico do Brasileirão.

Deu Náutico.

Esquecendo que a última derrota em Clássico do Náutico em Brasileirão.

Aconteceu no dia 9 de agosto de 2011.

E vai permanecer assim até 2014.

Ou quem sabe 2015, 2016, 2017...

Esquecendo que o tal tabu pode cair.

Justamente nas semifinais e finais.

Quando o Timbu bebe água.

Finalmente.

Estadual é muito legal.

Mas, infelizmente, não enche barriga de ninguém.

26 de mar. de 2013




  O jornal estava aqui em casa.

E o Mestre José Geandre me alertou.

Na coluna Planeta Bola do jornalista Carlyle Paes Barreto.

Carlyle que recebeu seu nome.

Em homenagem ao poeta Thomas Carlyle ou por causa do goleador do Galo e Fluminense.

Existe um alerta para a inércia do marketing alvirrubro.

Inércia que o Mestre Carlos Celso Cordeiro vive me alertando.

Carlos Celso que já conversou com o marketing alvirrubro... e nada.

Gente!

Será que é tão difícil assim?

Reproduzo a matéria aqui embaixo.

Quem sabe um dia a turma acorda...




20 de fev. de 2013




Por EDGAR MATTOS, MDM



UM COMENTARISTA DA PÔ........
Quando a emoção da derrota sobe à cabeça qualquer mortal esquece as conveniências. Por isso, devemos desculpar o comentarista Maciel Jr. que, no ASSUNTO É, de 2ª feira última, criticando a escalação do (seu) Sport, desabafou dizendo literalmente: “quando (o treinador ) mexeu, o time já estava fu........”A palavra é essa mesma que vocês estão pensando. Ele disse “no ar” o que não ouso repetir neste Blog “, “de família” ...


RESSACA DA DERROTA
A turminha rubro-negra do JC ao que parece ficou meio ressacada com a desclassificação do Sport e, na 2ª feira, em sua Tabela de Classificação do Nordestão, colocou nos primeiros lugares das quatro chaves: Sport, Santa Cruz, ABC e Vitória. Ou seja, erro ao quádruplo... Haja perturbação...


CONSELHO IMPRESTÁVEL
Interpelado pelo repórter acerca do conselho que havia dado à direção de futebol do Sport, Wanderson Lacerda, presidente doConselho Gestor do clube rubro-negro, em momento de severa auto-crítica, desvalorizou por completo a atuação do órgão que preside ao citar o dito popular: “Conselho se prestasse era vendido”;...


PRESIDENTE  “PROFESSOR”
O Presidente Luciano Bivar, ao apreciar a atuação do Sport no jogo contra o Campinense, deu uma verdadeira aula de tática futebolística ao treinador Vadão, criticando a  escalação do time rubro-negro naquele jogo. Mas, foi condescendente com o seu “pupilo”: - “Ele está chegando agora; depois irá conhecer melhor o elenco...”


18 de jan. de 2013





 Por EDGAR MATTOS, MDM           






...com contribuições de jornalistas, radialistas, dirigentes e jogadores...
                                                           
                                                       

Ações Mitigatórias

Foi postado ontem, dia 17, no Blog do Torcedor que. comentando a reunião que tiveram os dirigentes do Sport com o secretário João Braga, da Prefeitura, sobre a Arena Rubro-Negra, o Sr. José Aécio revelou um aspecto inusitado do projeto do Sport que segundo ele, é “algo muito positivo para a cidade”. É que “qualquer pessoa pode passear nas proximidades do estádio”. Não é sensacional essa novidade ? Além disso,  prometeu ele desenvolver “ações mitigatórias” junto à Prefeitura visando obter a aprovação do projeto. Pelo visto, a Arena Rubro-Negra agora sai. Qual autoridade municipal resistirá a uma “ação mitigatória” ? 

Último Passe

Falando do seu estilo de jogo o novo atleta do Santa Cruz, Caio Tavera, disse gostar de colocar os companheiros na cara do gol. Resumindo, qualificou-se ele, sou “o jogador do último passe”. Para bom entendedor, um claro recado: ninguém venha me cobrar função de artilheiro...

Guia da Preferência

O JC de hoje traz, em forma de encarte, um Guia da Copa do Nordeste, focalizando cada equipe disputante, seu elenco, suas contratações, seus destaques, além da tabela do certame. Subvertendo o alfabeto, começa pelas equipes do Grupo B ( o do Sport, evidentemente ), seguindo-se o Grupo D ( o do Santa Cruz ), o Grupo C e, finalmente, o Grupo A. Ao final, jornalistas dos diversos estados competidores escolhem o clube favorito ao título. Por Pernambuco votaram Carlyle Paes Barreto e Marcelo Cavalcanti. Duvido que vocês adivinhem qual o clube da preferência deles, indicado como provável campeão...


17 de jan. de 2013




Por EDGAR MATTOS, MDM       



... com as contribuições de jornalistas, radialistas, dirigentes e jogadores.

                                                           
                                                      



Emagrecimento Prodigioso

Registra o JC de hoje ( 17.01.2013 ), em destacada manchete de sua página de esportes, que os jogadores do Sport, submetidos durante 12 dias a intenso programa de treinamento, conseguiram o “espantoso” resultado de uma redução de 40 quilos na soma total do peso dos atletas. Resultado que, segundo a notícia, “surpreendeu a comissão técnica leonina” Ora, considerando que o grupo é composto de 26 jogadores, se verifica que cada jogador perdeu, em média, menos de 02 quilos... Indaga-se, então, por que tanta surpresa e tamanho espanto... 

Conclusão Acaciana

Também no JC de hoje, na seção “JC em minutos”, informa-se que o time sub-20 do Santa Cruz foi “o último clube pernambucano” a ser eliminado da Taça São Paulo. É verdade. Só que o Santinha saiu depois do Náutico não porque tenha progredido mais que os timbus na competição, como, sutilmente, se quer dar a entender. Os tricolores foram eliminados depois apenas porque jogaram ontem ( 4ª feira ), enquanto que o clube alvirrubro atuou na 3ª feira. E quarta-feira vem depois de terça-feira...

Terapêutica Erótica

Em entrevista hoje ( dia 17.01.2013 ), na resenha esportiva da Rádio Clube, o médico do Sport prestou esclarecimentos sobre a evolução do jogador Hugo, ora se tratando de entorse no tornozelo. Á certa altura  o causídico rubro-negro deu a receita: “ Ele deve ficar com o membro pra cima...”

Tapas&Beijos

No mínimo curioso esse noticiário sobre uma “briga” entre o jogador Giovani, recém-contratado pelo Náutico, e o treinador Roberto Fernandes. Ambos confirmam o “ruído” mas acabam por fazer uma recíproca “declaração de amor”. Enquanto  Giovani diz que, na última vez em que atuou contra o time dirigido pelo treinador, findo o jogo foi cumprimentá-lo lhe oferecendo sua camisa, Roberto Fernandes declara que, após a saída de ambos do Náutico, chegou a tentar “levar o jogador para outros clubes comandados por ele”. Estranhos desafetos...

Centenário de quem ?
Rivaldo, ora com 40 anos, anuncia que pretende vir jogar no Santa Cruz “no ano do centenário”. Ótima notícia, sobretudo se se esclarecer tratar-se, no caso, do centenário do Santa Cruz. Já pensaram se, para vir para o Santinha,  Rivaldo fosse esperar pelo próprio centenário ? 

3 de nov. de 2012




Meus amigos,
No Jornal do Commercio de hoje, Carlyle Paes Barreto publicou, na coluna Planeta Bola, nota sobre a iniciativa da FPF de criar uma biblioteca e um centro de pesquisas do futebol pernambucano.
Vejam no arquivo anexo.
Na nota nós três somos citados.
A ele nossos agradecimentos pela referência elogiosa.
Grande abraço,

Carlos Celso (em e-mail)



30 de out. de 2012






Comecei o dia discutindo com Mestre Carlos Celso.

Sobre a profunda injustiça desta manchete do Jornal do Commercio.

Depois li no facebook a indignação também do Mestre Lucídio.

Manchete de uma infelicidade cruel.

Manchete que fere a realidade.

O Náutico luta pela Sul Americana.

O Náutico ainda sonha com a Libertadores.

Pois tem mais chance de chegar na Libertadores.

Que o Sport de escapar da Segundona.

Isso dito pelas estatísticas.

Imagino que foi tudo excesso de zelo matemático do jornal.

Mas é um excesso de zelo que transforma joio.

Em trigo...



23 de jan. de 2009





O texto abaixo é história.

Texto do grande Fernando Menezes.

No Jornal do Commercio de 21 de junho de 1985.

Recorda um gol de placa do Mestre Edgar Mattos.

Edgar que nessa vida já fez gol de tudo que é jeito.

Gols antológicos.

Cerebrais...

Como nessa homenagem ao imortal Alexandre Borges... 


Por FERNANDO MENEZES












O Governo do Estado, através da Secretaria de Educação, inaugurou ontem, com o nome de Alexandre Borges, um moderno ginásio de esportes. A homenagem perpetua assim a memória de um extraordinário desportista e educador. Prematuramente falecido O secretário Edgar Mattos mais do que ninguém sabe da justiça desta homenagem, ele mesmo companheiro de Alexandre, componente de um meio campo clássico no Colégio Nóbrega e nos juvenis do Náutico. Edgar um meia armador de toque fino e Alexandre volante dos melhores que já vi atuar, pela combatividade, pela absoluta pureza do seu futebol e o que é mais importante pela lealdade do seu jogo.

Alexandre não foi apenas um craque, sobretudo foi um homem sério que ainda jovem , já treinador de futebol, manipulou uma geração de craques inesquecível. Mais tarde, educador competente, professor de Educação Física, preparou em várias modalidades, especialmente no futebol, centenas de jovens que ainda hoje lembram com respeito suas lições e seu exemplo. Observado como treinador, seja no Sport, no Náutico, nos juvenis, ou no Santa Cruz e no América, com os profissionais, Alexandre deixou marcas de estrategista dos melhores do nosso futebol. Avançado para o seu tempo¸ Alexandre era também um teórico do jogo. Mantinha relações de amizade e troca de experiência com os melhores treinadores de sua época. A morte o colheu demasiado cedo, mas se houvesse vivido um pouco mais certamente teria ultrapassado nossas fronteiras e teria brilhado no cenário nacional.

Eu o vi começar, ainda na rua do Sossego, fabricando bolas de meia com incrível perfeição. E as usava para aprender a dominar o balão quase com a intimidade do irmão.Depois era o Alexandre estudioso do jogo. Anotava tudo que via numa partida de futebol, mantinha dezenas de cadernos de desenho reproduzindo os jogos do nosso campeonato, especialmente do Náutico, seu clube do coração. Não raras vezes o vi transportar dos desenhos pra a mesa dos seus botões as jogadas que considerava erradas. Procurava alternativas de marcação, jogadas ofensivas, , enfim, procurava dominar todos os segredos do jogo. Eu o vi também em campo, estivemos juntos muitíssimas vezes no Colégio Nobre ou ali bem perto do ginásio que hoje leva seu nome, às margens da maré, por traz do Treze de Maio.Eu um medíocre ponta direita, incentivado pelos gritos incessantes do nosso pato rouco, como o chamavam seus amigos.Inutilmente pois o que me faltava não era orientação, era o essencial, talento mesmo. Alexandre se foi mas deixou um exemplo e uma legião de agradecidos atletas, hoje pais de família, que não esquecem o esporte praticado com pureza, talento e lealdade. O secretário Edgar Mattos fez ontem mais uma jogada em tabelinha com Alexandre. Alexandre deu o passe perfeito ao Edgar que recebeu e devolveu na frente, construindo o ginásio pra novas gerações com o nome desse desportista e educador que Pernambuco não esquece. E não apenas os familiares de Alexandre estão agradecidos, seus amigos e ex:alunos também, todo mundo fica feliz quando se faz justiça. 
                                                     
 [IMAGEM] Edgar Mattos





O texto abaixo é história.

Texto do grande Fernando Menezes.

No Jornal do Commercio de 21 de junho de 1985.

Recorda um gol de placa do Mestre Edgar Mattos.

Edgar que nessa vida já fez gol de tudo que é jeito.

Gols antológicos.

Cerebrais...

Como nessa homenagem ao imortal Alexandre Borges... 


Por FERNANDO MENEZES












O Governo do Estado, através da Secretaria de Educação, inaugurou ontem, com o nome de Alexandre Borges, um moderno ginásio de esportes. A homenagem perpetua assim a memória de um extraordinário desportista e educador. Prematuramente falecido O secretário Edgar Mattos mais do que ninguém sabe da justiça desta homenagem, ele mesmo companheiro de Alexandre, componente de um meio campo clássico no Colégio Nóbrega e nos juvenis do Náutico. Edgar um meia armador de toque fino e Alexandre volante dos melhores que já vi atuar, pela combatividade, pela absoluta pureza do seu futebol e o que é mais importante pela lealdade do seu jogo.

Alexandre não foi apenas um craque, sobretudo foi um homem sério que ainda jovem , já treinador de futebol, manipulou uma geração de craques inesquecível. Mais tarde, educador competente, professor de Educação Física, preparou em várias modalidades, especialmente no futebol, centenas de jovens que ainda hoje lembram com respeito suas lições e seu exemplo. Observado como treinador, seja no Sport, no Náutico, nos juvenis, ou no Santa Cruz e no América, com os profissionais, Alexandre deixou marcas de estrategista dos melhores do nosso futebol. Avançado para o seu tempo¸ Alexandre era também um teórico do jogo. Mantinha relações de amizade e troca de experiência com os melhores treinadores de sua época. A morte o colheu demasiado cedo, mas se houvesse vivido um pouco mais certamente teria ultrapassado nossas fronteiras e teria brilhado no cenário nacional.

Eu o vi começar, ainda na rua do Sossego, fabricando bolas de meia com incrível perfeição. E as usava para aprender a dominar o balão quase com a intimidade do irmão.Depois era o Alexandre estudioso do jogo. Anotava tudo que via numa partida de futebol, mantinha dezenas de cadernos de desenho reproduzindo os jogos do nosso campeonato, especialmente do Náutico, seu clube do coração. Não raras vezes o vi transportar dos desenhos pra a mesa dos seus botões as jogadas que considerava erradas. Procurava alternativas de marcação, jogadas ofensivas, , enfim, procurava dominar todos os segredos do jogo. Eu o vi também em campo, estivemos juntos muitíssimas vezes no Colégio Nobre ou ali bem perto do ginásio que hoje leva seu nome, às margens da maré, por traz do Treze de Maio.Eu um medíocre ponta direita, incentivado pelos gritos incessantes do nosso pato rouco, como o chamavam seus amigos.Inutilmente pois o que me faltava não era orientação, era o essencial, talento mesmo. Alexandre se foi mas deixou um exemplo e uma legião de agradecidos atletas, hoje pais de família, que não esquecem o esporte praticado com pureza, talento e lealdade. O secretário Edgar Mattos fez ontem mais uma jogada em tabelinha com Alexandre. Alexandre deu o passe perfeito ao Edgar que recebeu e devolveu na frente, construindo o ginásio pra novas gerações com o nome desse desportista e educador que Pernambuco não esquece. E não apenas os familiares de Alexandre estão agradecidos, seus amigos e ex:alunos também, todo mundo fica feliz quando se faz justiça. 
                                                     
 [IMAGEM] Edgar Mattos

3 de nov. de 2008




Toda história apresenta três versões.

A do Chapeuzinho Vermelho.

A do Timbu Mau.

E a verdadeira.

Segue a versão do Timbu Mau no Jornal do Commercio pernambucano...



REDAÇÃO JC

A diretoria do Náutico pretende aguardar até a publicação da súmula do árbitro paulista José Henrique de Carvalho, o que deve acontecer hoje, para se pronunciar sobre os incidentes envolvendo o time do Vitória e o Batalhão de Choque da Polícia Militar de Pernambuco, anteontem, durante a vitória alvirrubra por 1x0, no Estádio dos Aflitos, pela 33ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Os baianos acusaram oficiais do BP Choque de terem invadido o vestiário da equipe, no intervalo, para dar voz de prisão ao goleiro Viáfara, que teria deixado o gramado xingando a arbitragem. Depois do confronto, alegaram que o policiamento havia feito uso do spray de pimenta contra os atletas dentro do vestiário.

Ainda no gramado, após os incidentes, o presidente do Vitória, Alex Portela, prometeu entrar com uma representação na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pedindo a interdição do Estádio dos Afitos. “Vamos solicitar à CBF a interdição dos Aflitos. Isso é horrível para o futebol brasileiro, mas não podemos deixar passar um estádio sem segurança”, criticou. “Nossos atletas foram ameaçados no intervalo e entraram nervosos no segundo tempo. Não tinham condições para atuar. Não podem realizar mais outras partidas aqui. A CBF precisa tomar providências”, completou.

Quem esteve no vestiário do Vitória após os incidentes foi o gerente de futebol alvirrubro, Vulpian Novaes, que também é coronel da Polícia Militar. Ele conversou com o presidente Alex Portela e disse que o Náutico estava se colocando à disposição para aquilo que os baianos precisassem. Porém, o dirigente timbu garantiu que não viu nenhum indício de que oficiais do BP Choque tenham feito uso de spray de pimenta no vestiário baiano. “Eu entrei no vestiário e não vi nada de anormal. Agora é esperar para ver o que o árbitro da partida vai relatar na súmula”, disse Vulpian. “Só não consegui entender porque os integrantes do Vitória fizeram isto. Talvez tenha sido uma resposta a visita dos oficiais no intervalo da partida”, completou.

Vulpian Novaes eximiu o Náutico de responsabilidades pelos incidentes nos Aflitos. “Este problema envolveu apenas o BP Choque e o Vitória. O Náutico não pode ser responsabilizado por nada. Por isso, nós estamos tranqüilos”, garantiu.

O problema envolvendo o Vitória e o BP Choque havia começado no intervalo. Foi o técnico Vágner Mancini quem deu o pontapé inicial na polêmica, ao dizer na volta do time para o segundo tempo que sete ou oito polícias haviam entrado no vestiário para dar voz de prisão ao goleiro Viáfara, sob a alegação de que ele teria xingado o árbitro José Henrique de Carvalho.

O capitão do policiamento, Washington Souza, explicou que os policiais haviam ido ao vestiário para pedir apenas mais calma ao arqueiro baiano. “Se eu tivesse dado voz de prisão, ele estaria agora preso. Fomos lá apenas pedir que ele voltasse ao campo mais calmo”, ponderou.

Mesmo que não fale abertamente sobre o assunto, a diretoria do Náutico não descarta fazer uso de seguranças particulares dentro dos Aflitos nas duas partidas restantes do time em casa nesta Série A. Afinal, os alvirrubros não querem mais pagar por excessos do BP Choque na temporada.




30 de out. de 2008



[IMAGEM]

Os resultados do futebol em 1987 tiveram reflexos na política pernambucana em 1988.

De tal forma que surge a pergunta:

Onde termina o futebol e onde começa a política?

Tal pergunta foi proposta pelo Jornal do Commercio em 1988.

Num confronto entre dois dirigentes políticos.

José Neves, campeão pelo Santa Cruz em 1987.

José Neves que abriu os braços para o Clube dos 13.

E Homero Lacerda, baluarte da luta contra o Clube dos 13.

O virtual responsável pela conquista rubro negra nos tribunais.

Ambos candidatos a uma vaga na casa de José Mariano.

Com vocês a pergunta:

Onde termina o futebol?

Onde começa a política?


10 de set. de 2008




Gostaria de agradecer aos responsáveis pelo trânsito do Recife o caos diante do Hospital das Clínicas.

Nas horas que passamos presos no engarrafamento podemos atualizar nossa correspondência, resolver palavras cruzadas, escrever memorandos, iniciar um namoro e até tirar um cochilo.

Tudo sob o risco de sermos assaltados.

(Hoje na seção de cartas do JC)


21 de jul. de 2008




Por ROBERTO VIEIRA

Das arquibancadas dos Aflitos, quatro décadas contemplam o hexacampeonato de 1968. Uma legião de jovens alvirrubros, entretanto, não era sequer nascida quando Ramos completou o cruzamento de Rato naquele 21 de julho. O que até hoje foi motivo de orgulho para o Clube Náutico Capibaribe, transformou-se nos últimos tempos em motivo de dúvida e apreensão diante da carência de novos títulos.

Afinal, qual será o futuro do hexa?

Dizia o escritor Eduardo Galeano que "o futebol profissional condena o que é inútil, e é inútil o que não é rentável".

O hexacampeonato timbu na década de 60 permanece um produto de marketing. Porém, novas conquistas dos rivais tornam tal produto um artefato doméstico frente ao esporte globalizado. Novas gerações anseiam por títulos high-tech, universalizados, multinacionais.

O que preserva a grandeza do hexa é sua origem no tempo e no espaço. A década de 60, com Rolling Stones e JFK. Golpe militar e hippies. Maio francês e Vietnã.

A história envolve Bita e seus companheiros em uma aura mística, de arte e rebeldia. Como os Beatles, invadindo a Inglaterra pelo improvável norte, o Náutico ousou desafiar anos a fio os grandes times do Sudeste. Scouse e guitarra de Lennon soando tão exóticos quanto o drible e sotaque de Nado.

Quarenta anos depois, o futuro do hexa repousa entre duas grandes áreas: uma concreta, a outra abstrata.

Superar a utopia de uma equipe desafiando desigualdades regionais de forma perene exige recursos econômicos. O futebol pernambucano necessita de refinarias e siderúrgicas. Estaleiros e educação. Acúmulo de capitais e pleno emprego. Um choque gerencial. Mas apenas isso não basta, ou não estaríamos falando de futebol. Negócio e paixão.

O hexa não foi obra do acaso. O hexa germinou por mais de uma década, na revolução silenciosa dos Aflitos iniciada no título pernambucano de 1950. Ao contrário do que supõe nossa vã filosofia clubística, uma grande equipe é o resultado de 99% de suor e 1% de imaginação.

O futuro do hexa depende da capacidade e da coragem dos dirigentes e torcedores alvirrubros. Capacidade de planejar o sonho e o salto de qualidade. Coragem de desafiar o passado. Acima das vaidades pessoais.

Como novos Eládios na construção de um novo testamento na história do futebol pernambucano e nacional.

Quatro décadas depois, o Náutico contempla o seu destino. O legado do hexa conduziu o alvirrubro pernambucano por entre as intempéries do deserto. Como Torá de chuteiras. Evitando a diáspora.

Chegou o momento de um novo tempo em Rosa e Silva.

Um tempo de honrar o presente da forma que nos foi ensinada pelos craques do passado.

Publicado hoje no Jornal do Commercio