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12 de jan. de 2009





Por ROBERTO VIEIRA


Janeiro definitivamente não gosta de ponteiros direitos.

Ponteiros direitos que mudaram a história do Brasil.

No dia 10 de janeiro de 2003, partiu Julinho Botelho.

E hoje, Friaça disse adeus.

Friaça que esteve a um passo da glória.

Logo ele.

Ele que nem deveria estar em campo.

A ponta direita era o território de Tesourinha.

Pois é.

Tesourinha se machucou.

Mas, se a história deu com um pé, tirou com o outro.

O inesperado Albino Friaça Cardoso, marcou o gol solitário do Brasil contra o Uruguai em 50.

Durante 35 minutos, Friaça foi o herói daquele 16 de julho.

Mesmo com o gol de Schiaffino.

Porém, aquela estranha tarde de domingo, pertenceria a outro ponta direita:

Gigghia.

Os orientais viraram o jogo e levaram a Jules Rimet pra casa.

Friaça já não era mais do Expresso da Vitória.

Tinha partido para o São Paulo.

Depois, ficou brincando com as diagonais gêmeas do Vasco e da Ponte Preta.

Até se aposentar pelo Guarani.

Muitos imaginam que perder uma final de Copa do Mundo seja a maior tragédia da vida de um homem.

Engano.

Triste engano de quem só enxerga as quatro linhas do gramado.

O Maracanazo de Friaça ocorreu quarenta anos depois.

Ao perder um filho em acidente com asa delta.

Adeus, grande Friaça!

Lembranças a Julinho, Garrincha, Tesourinha, Pedro Amorim...

E o nosso muito obrigado por tudo!