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22 de dez. de 2008





Muito torcedor do Náutico vai ficar chateado:

Felipe foi pro Goiás.

Outros vão respirar aliviados:

Felipe não foi pro Sport.

O Goiás já tinha levado Júlio César.

Depois Romerito de volta.

E agora, Felipe.

Não adianta reclamar.

Tem de trabalhar.

Se organizar.

Senão, a gente fica com o joio.

E o capital?

Vive no trigo!


16 de nov. de 2008





Contra o Cruzeiro, Felipe ultrapassou Acosta.

Acosta que marcou 19 gols na temporada 2007.

Felipe atingiu 21 gols em duas temporadas.

Ainda longe dos 31 tentos de Jorge Mendonça nas temporadas 73/74/75.

Jorge Mendonça, maior artilheiro Timbu em Brasileirões.

Contra o Figueirense, vamos torcer pelo gaúcho de Ernestina.

Vamos torcer por Felipe.

Felipe que bateu bola no Figueirense em 2001.

Felipe, o comandante da falange alvirrubra...


1 de nov. de 2008




Por ROBERTO VIEIRA

O personagem da partida poderia ser Roberto Fernandes.

Fernandes que colocou um terceiro atacante.

Fernandes que vestiu o branco da paz.

Mas gritou o vermelho de luta.

O personagem também poderia ser Eduardo.

Eduardo que fez uma maravilhosa ponte no final da partida.

Mas Eduardo seria pleonasmo.

O personagem poderia ser Derlei.

Soberbo. Anulando Ramon.

Correndo e vertendo suor.

Quem sabe o jovem Anderson?

Personalidade e fôlego.

O mais correto talvez fosse dar o título a Felipe.

Felipe que esteve entre o Palermo e o Paraíso.

Felipe que insistiu na paradinha.

Felipe que insistiu no mesmo canto.

Felipe de Todos os Santos.

Mas não podemos negar o óbvio.

O ululante.

O personagem de hoje é a torcida alvirrubra.

Torcida de sangue.

Torcida de muito suor.

Torcida que vivia de lágrimas.

Torcida que durante oito dias será uma torcida de vitória.

Torcida acostumada a sofrer.

E sofrer. E sofrer.

Mas uma torcida imortal posto que é chama...


* Em homenagem ao imortal torcedor Zequinha...


13 de set. de 2008





A falta de dinheiro é flagrante.

O contrato com Felipe foi reduzido pela metade.

Em dezembro de 2008, o jogador bate asas dos Aflitos.

Acordo feito em junho deste ano após aquela confusão do jogo contra o Atlético-MG.

Acordo feito por falta de dinheiro.

Até aí tudo bem. Fazer o que?

O que eu não entendo, e a maioria dos mortais torcedores do Náutico não entende, é a contratação improvisada.

O caminhão de jogadores que chegam e partem dos Aflitos sem nem jogar.

A falta de aproveitamento dos prata da casa.

Jogadores que poderiam render um caixinha.

O único bê-a-bá que o torcedor conhece no dia a dia é gastar menos.

Economizar mais.

Dispensar o supérfluo. Aproveitar as sobras do jantar.

Isso se chama economia. Macro e micro.

Cada gol de Felipe agora é um passo pra um adeus em dezembro.

Sem choro, nem vela, nem retorno financeiro.

A crônica de uma morte anunciada.


23 de mai. de 2008




Amanhã Felipe completará no Olímpico 100 partidas com o manto alvirrubro.

Felipe que semana passada completou 30 anos.

Este gaúcho de Passo Fundo chegou ao Náutico no dia 23 de março de 2006.

Debaixo de sérias dúvidas da torcida e do treinador Roberto Cavalo.

Cavalo que acusou o jogador de ser um homem de vidro.

Eram dias de crise.

O treinador e o Náutico já não falavam esperanto.

Felipe vinha com fama de goleador no Rio Grande.

58 gols em 62 jogos de Campeonato Gaucho pelo Passo Fundo.

O Náutico eliminara o Coritiba e se preparava para enfrentar o Ipatinga pela Copa do Brasil.

Hoje os três clubes estão na Série A.

Hoje a dupla Kuki e Felipe faz parte da história.

Hoje o gol de Felipe contra o Ituano classificando o Timbu para a Série A faz parte da nossa galeria.

Mesmo assim muitos torcedores apupam o goleador.

Não compreendem a habilidade do ambidestro.

Desconhecem a função que desempenha no ataque alvirrubro.

Coisas do futebol. Coisas de Roberto Cavalo.

Para os que amam o futebol bem jogado.

Os toques sutis de Felipe são um deleite.

Como a belíssima bola na trave contra o Fluminense no Maracanã.

Como o genial gol de cabeça contra o Santos ano passado.

Parabéns, Felipe!

Você é 100!