1 de ago. de 2013
16 de jul. de 2013
Você nem lembra, né?
Mas eles não ganhavam vintém.
O Governo Federal proibira salário pra vereador no interior.
O Diario de Pernambuco foi ouvir o povo.
IBOPE.
O recifense tinha pena dos coitados.
Brasil não era Noruega.
E os letrados em sua maioria.
Opinavam que vereador merecia um sustento.
Você nem lembra, né?
Câmara virou modo de vida.
Profissão.
Aposentadoria...
20 de jun. de 2013
14 de mar. de 2013
3 de nov. de 2012
Amanhã no Diario de Pernambuco.
Bela matéria do jornalista Lucas Fittipaldi.
Sobre os 90 anos do Israelita Sport Club.
Clube composto por atletas judaicos.
Participante dos estaduais de 1931/32/33.
A matéria?
Merece nota 10!!!!
É dessas de tirar o chapéu pra quem curte história do futebol...
23 de nov. de 2008

[IMAGEM]
1980
Mercedes Sosa é um símbolo.
Nem mais, nem menos.
Símbolo de um tempo em que se acendiam fogueiras.
Tempo em que se ouviam canções na noite de Calhetas.
Gracias a la vida.
Quem não tinha Violeta, caçava com Mercedes.
Eram tempos mais simples.
O amigo era conhecido.
O inimigo também.
A última vez que Mercedes esteve em Pernambuco foi há 28 anos.
O colunista João Alberto reconheceu seu talento.
Porém, irritou-se com o lugar destinado aos jornalistas no Geraldão:
A arquibancada.
João Alberto elogiou a cantora.
Deu nota zero ao som.
Falou das roupas sujas dos fãs.
E mencionou a igualdade de classes.
Tudo na mesma coluna.
Pois é.
28 anos depois, Mercedes Sousa volta ao Recife.
Idolatrada pelo Diario de Pernambuco nas vésperas do show.
Exatamente como em 1980.
Resta saber onde vão ficar os jornalistas.
Resta saber se o som não vai pifar.
Resta saber se hoje em dia alguém ainda recorda a igualdade de classes.
Resta saber se ainda existe algum grupo pat chouli.
Resta saber se João Alberto estará no Teatro Guararapes.
Pelos velhos tempos...
2008
20 de set. de 2008
[IMAGEM]
Lord Salomão tem dessas coisas.
Contratado pelo Santos de Pelé em maio de 1965.
Prestes a ingressar na maior equipe do planeta.
Salomão se despede emocionado do técnico Antoninho.
E deixa uma carta de agradecimento aos jornalistas do Diário de Pernambuco.
Fato, acredito, inédito na história do futebol brasileiro.
2 de set. de 2008
[IMAGEM]
Algumas manchetes exigem uma reflexão.
Até onde vai o amor por um clube?
A paixão?
Pelo visto, vai além da notícia.
E a paixão clubistíca se veste de folclore.
Como entender a matéria acima do Diário de Pernambuco do dia 23 de setembro de 1954?
Paixão?
Folclore?
Julgue como achar melhor.
O Clube Náutico Capibaribe foi até a Ilha do Retiro para a final do estadual de voleibol.
Cara, coragem e técnica.
Em sua maioria, aspirantes. Enfrentando o poderoso Jets.
O Náutico vence o primeiro set por 16 x 14. No tie break.
Perde o segundo por 14 x 16. Com o Jets sendo ovacionado pela torcida rubro negra.
E consegue forças no terceiro e decisivo set para esmagar o adversário e a torcida por 15 x 8.
Silenciando o clube da Praça da Bandeira.
O Sport vencera a preliminar e torcia por um tropeço Timbu para levantar o título.
Torcia.
Porque Aldo, Heraldo, Edir, Paulo, Miro e Carlos não eram o time de Bernardinho.
Eram de ouro.
No dia seguinte, a tristeza ao abrir o Diário.
Na manchete, em foto descomunal o editor coloca o... Sport, vice-campeão.
Logo abaixo, a foto em menor relevo do Clube Náutico Capibaribe.
Algumas manchetes exigem uma reflexão.
Até onde vai o amor por um clube?
A paixão?
Pelo visto, vai além da notícia.
E a paixão clubistíca se veste de folclore.
9 de ago. de 2008

Pra quem não lembra... É sempre bom lembrar.
Um domingo vazio está cheio de ar.
Faz pouco tempo os domingos em Recife eram de praia e tédio.
Como em Aracaju, São Luís, Teresina.
Tédio pra quem gosta de futebol, fique bem claro.
Na reportagem do Diario, as ruas vazias onde havia gols.
Hoje o cenário é diferente.
Mas se a gente não abre o olho, o sul fica contente!
Nada contra a praia.
Tudo contra o tédio.
Tédio com um T bem grande...

O admirável Tristão de Athayde escreve o artigo Lição Olympica.
Publicado no Diario de Pernambuco do dia 21 de agosto de 1936.
Tristão que era um pirata indiano e também pseudônimo de Alceu Amoroso Lima.
Tristão começa informando que nosso fracasso no quadro de medalhas não vem da nossa latinidade. Que bom!
Pois a Itália foi a quarta colocada.
Então, enaltece o regime de Mussolini. Segundo Tristão 'um regime tão caluniado em nossa imprensa e Parlamento', embora seja um regime que 'pôs ordem na península'.
Depois ele discute nossa fragilidade étnica, ignorando o recém lançado Casa Grande e Senzala. Os males do esporte agora são oriundos da raça.
O clima inóspito também desfavorece a formação de campeões olímpicos.
Por fim, o estigma. A proverbial falta de disciplina da nossa gente. Pois o desporto exige uma espécie de ascetismo natural.
As palavras de Tristão de Athayde são um reflexo da época.
Intelectual que ergueu sua voz solitária no episódio do sequestro de Rubens Paiva na ditadura militar, Tristão não era fascista. Era católico de rezar o terço.
Seu rápido namoro com o integralismo lembra o flerte de Dom Hélder com o movimento. Tristão imaginava na ordem o segredo do progresso. Positivista.
Porém, ao finalizar o texto conclamando por uma inatingível pureza moral, Tristão resvala para o lado obscuro da direita.
Tudo no espírito de um tempo em que não se buscavam os motivos reais dos fracassos nacionais.
Pois imaginava-se que as perguntas já tinham resposta.
24 de jul. de 2008
Novamente a cidade está embandeirada pelos políticos. Tem bandeira vermelha, laranja, azul. Tem bandeira de partido que eu nunca ouvi falar. Eu que sou do PN (Partido do Náutico).
A visão da minha cidade encoberta me fez voltar no tempo. Fui buscar uma imagem de 45 anos atrás. Imagem que me fez dar uma gargalhada mal educada na Fundação Joaquim Nabuco.
Pois é. Março de 1963. O Diario de Pernambuco estampa em manchete: "O povo resolveu colaborar".
Manchete com um sub-texto antológico.
Alguns deputados estavam preocupados com o aumento das passagens para a França, com os preços dos hotéis de Roma. Os últimos môdelos de automóveis custavam os olhos da cara. Tentaram então um auxílio-salário de 600 mil. O auxílio foi negado.
Então o povo paulistano colocou na Praça Ramos de Azevedo uma caixinha de esmola. Para angariar subsídios para tão nobres representantes do povo. Caixinha que terminou o dia cheia.
45 anos se passaram. Mas o Brasil não está tão diferente assim.
Nem os deputados, nem o tal diabo da foto.










