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8 de set. de 2013



Por SERGIO PEPEU.

A partir da década de 30, quando José Victor de Albuquerque ao lado de uma grande diretoria foi Presidente do nosso clube, se multiplicaram os jogos amistosos com times de Recife, Maceió e principalmente da Paraíba.

Dessa forma, as disputas esportivas e os laços de amizade entre o Central e os times do estado-irmão são quase tão antigos quanto o próprio alvinegro.

O Central tinha uma verdadeira seleção e dificilmente era derrotado nas partidas, a mística do manto alvinegro girava o nordeste.

O centralista puro sangue e historiador alvinegro Daniel Vasconcelos costuma dizer que não há clube, afora o trio de ferro da capital, que tenha jogado mais contra o Central de Caruaru que a equipe do Treze de Campina Grande.

O mesmo já relatou informações de centralinos mais antigos que na década de 50, praticamente toda semana tinha um amistoso entre as duas equipes, fosse lá, fosse cá.

Em 1937 o ponto de desembarque da patativa não foi Campina Grande, mas João Pessoa, o Central viajou para duas partidas contra dois grandes times da capital da época, mas nenhum deles era o Botafogo da Paraíba.

Os adversários foram o Sport Club João Pessoa e o pentacampeão paraíbano, clube hoje extinto, o Palmeiras Sport Club.
No primeiro embate, datado de 31.10.1937, um domingo a tarde, o Central estranhou o campo de jogo e não esteve bem. De toda sorte, se impôs com garra e acabou por vencer a partida com o placar de dois tentos a um, gols de Alemão e Zuza .
O grande jogo, porém, e aguardado por todos, era o embate contra o pentacampeão paraíbano, chamado orgulhosamente de “campeão da capital”, o Palmeiras Sport Club. 

A partida ocorreu na segunda-feira, 01 de Novembro de 1937. Costume da época, os jogos contra selecionados de outros Estados levava ao time local “convocar” os melhores jogadores de outras equipes formando uma verdadeira seleção local contra os times visitantes, logo também participaram do jogo, atletas do Botafogo da Paraíba.

Começou a partida e o Palmeiras-PB parte com tudo para cima do Central. Pedro faz defesas seguidas e a patativa recebe forte pressão do time local. A zaga composta por Zago, (ele mesmo, o primeiro atleta profissional de Pernambuco, que foi contratado junto ao Atlético Mineiro pelo nosso Comendador “Zé Vito”), Heleno, Otoniel e Joaquim depois do início avassalador do “campeão da capital” se posta muito bem, impedindo o avanço do adversários.

O Central então equilibrou a peleja e a partida continuou bem disputada, quando em um lance de genialidade no 2º tempo, Tutu, sempre ele, recebeu um passe de Mário Mattos e marcou o gol da vitória por 1x0 no difícil embate.
O Central formou com Pedro, Otoniel, Trajano, Joaquim, Zago, Heleno, Alemão, Zuza, Tutu, Edmilson e Mario Mattos. Braga, Joãozinho e Neco, entraram no decorrer da partida. 

A vitória sobre o pentacampeão paraíbano foi bastante comemorada pelos alvinegros quando do retorno a Caruaru na terça feira à noite por meio da Great Western.

Diversas pessoas se acotovelavam para ver os craques alvinegros no desembarque. Após, se dirigiram à sede social do alvinegro patativa onde houve uma recepção festiva com palavras de incentivo e apreço por meio do Médico e Crônista Antônio Fasanaro e também pelo Presidente do Clube José Victor de Albuquerque acerca de mais uma vitoriosa excursão do Central de Caruaru. E, mais uma vez, era mantida a mística dos “camisas negras” em todo o Nordeste.



Sérgio Pepeu.

24 de jul. de 2013





Nem tinha visto.

Mestre Lucídio documentou.

O 'Adeus' na Livraria Imperatriz do Shopping Difusora.

O 'Adeus' em Caruaru...

3 de out. de 2012





6 de set. de 2012




Por LUCÍDIO JOSÉ DE OLIVEIRA, MDM








Na foto do Comércio, três jogadores que chegaram ao Náutico de Cabelli no final da década de 40, todos três colegas de ginásio: o goleiro que puxa a fila, Walter Branquinha (está nos Cadernos de Carlos Celso, já com Palmeira no comando técnico, jogos 1950-16 e 20, substituindo Vicente na goleada Náutico 10x0 Seleção de Moengo, em Paramaribo, e na derrota contra o Moto Clube do Maranhão, 0x2); Romildo, o sexto da fila, comandante do ataque, campeão pelo Náutico no Torneio Início de 1949 sob o comando de Álvaro Barbosa; e, por fim, Perinho, de gorro, o terceiro no fim da fila, também campeão do Torneio Início. Conta Perinho que Walter, amargando a reserva de Vicente, chorava feito um menino porque Palmeira não tinha botado ele ainda para jogar. Queria ser internacional. Na goleada contra o Moengo, vitória já garantida, Palmeira atendeu aos prantos de Walter. Na derrota contra o Moto, única da excursão, o Náutico de regresso à casa, penúltimo jogo da temporada vitoriosa, a substituição ocorreu por contusão de Vicente. Não sei quem tomou os gols, talvez o amigo Carlos Celso possa informar.

O goleiro, na outra ponta da foto, também ginasiano na ocasião, era conhecido por Afonsinho. Os colegas, maldosamente chamavam-no Forrôla, naquele tempo com acento, porque conversando com a namorada e sem assunto na ocasião, contou que o pai tinha remodelado a casa onde moravam, falando textualmente no pretérito mais que perfeito: “pintou-la, caiou-la e forrou-la...”. Ficou uma joia, disse depois.

Vale observar o “gramado” do campo do Central, o da rua São Paulo, onde hoje ergue-se o majestoso estádio Luiz Lacerda. Mas o triste mesmo é essa camisa do Comércio à la Vasco da Gama, com a diagonal invertida, que substitui a tradicional alvirrubra de listas largas horizontais. A foto é de Paulo dos Santos, irmão do querido Petrônio, lembrado há dia pelo Blog.


6 de nov. de 2008



[IMAGEM]


Pergunta ao torcedor alvirrubro:

Qual seu time em Caruaru?

Não tem?

Central?

Deixa disso, meu irmão.

Em Caruaru, a gente é Comércio desde criancinha.

Comércio que era forte. Aristocrático.

Fundado em 1940.

Na festa do campeonato estadual do Náutico em 1939.

Hoje se debatendo em crise financeira sob o comando de Ademir Barbosa.

O Comércio inspirou a paixão de Lucídio José de Oliveira.

Vestido de vermelho e branco.

E pasmém!

Sendo considerado o Timbu de Caruaru.

Cheque a manchete de 1956 nos jornais locais:

Patativas x Timbús!

No estádio da Rua Preta.

Jogo que com certeza teve Carlos Celso Cordeiro na platéia.

O timaço do Comércio era formado na época por:

Mauro; Balé e Nenéu; Luís do Praça, Raposa e Araújo; Angeluís, Maurílio (FOTO), Biu, Romildo e Aírton.

Vai uma idéia:

Por que o Náutico não dá uma ajuda ao compadre do agreste?

Que tal um jogo entre um time B do Timbu do Recife contra um combinado do Comércio?

Porque torcedor do Náutico em Caruaru.

É Comércio desde criancinha!