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3 de abr. de 2013






E no começo era o nada.

Nada de estádio.

Nada de Náutico.

Nada de Copa das Confederações.

Eu passando por lá a caminho de Aldeia.

Fotografei o nada.

25 de mar. de 2013






Se for verdade.

A Arena vai ser pequena...

18 de fev. de 2013





Por EDGAR MATTOS, MDM         






A ZEBRA MAIS AUTÊNTICA
A ZEBRA ANDOU SOLTA NOS JOGOS DE SÁBADO EM CAMPOS NORDESTINOS COM A DERROTA DE TODOS OS FAVORITOS EM SUA PRÓPRIA CASA. TROTOU PELA ILHA E, MAIS TARDE, DESFILOU TRIUNFANTE PELO ESTÁDIO DOS AFLITOS DESTA FEITA ENVERGANDO SEU TRAJE MAIS CARACTERÍSTICO: O SEU UNIFORME DE LISTAS PRETO E BRANCA...


O PAPAI FOLIÃO
DÊNIS MARQUES SE JUSTIFICOU DA AUSÊNCIA AOS TREINAMENTOS DO SANTA CRUZ  ALEGANDO ESTAR RESOLVENDO A SITUAÇÃO ESCOLAR DA FILHA. SERIA ATÉ DE SE LOUVAR ESSE ZELO DE PAI SE NÃO SE TRATASSE O DIA DA FALTA EXATAMENTE DA SEGUNDA FEIRA DE CARNAVAL QUANDO AS ÚNICAS ESCOLAS QUE ESTÃO  FUNCIONANDO SÃO AS ESCOLAS DE SAMBA..


ELE JÁ SABIA...
O VICE-PRESIDENTE DE FUTEBOL DO SPORT SE MOSTROU MUITO BOM DE COMUNICAÇÃO NA ENTREVISTA APÓS A ELIMINAÇÃO DO CLUBE DA ILHA DO NORDESTÃO. DIZENDO QUE, DIANTE DAS FRACAS EXIBIÇÕES ANTERIORES, ELE, JUNTAMENTE COM O TREINADOR VADÃO, JÁ ANTECIPARA O INSUCESSO DO TIME RUBRO-NEGRO NA COMPETIÇÃO, EXEMPLIFICOU COM MUITA CRIATIVIDADE: “É COMO AQUELE SUJEITO QUE ESTÁ AMEAÇANDO JOGAR-SE DO 10º ANDAR: VOU ME ATIRAR, VOU ME ATIRAR, VOU ME ATIRAR...ATÉ QUE ACABOU MESMO SE ATIRANDO..” E MORREU, SEM SURPRESA PARA NINGUÉM´- CONCLUO EU.


BESTEIRA CRIMINOSA
 NÃO CONSIGO IDENTIFICAR NADA DE ENGRAÇADO (NEM MESMO DE HUMOR NEGRO) NESSE RELACIONAMENTO ESPÚRIO E CONIVENTE DA DIREÇÃO DOS CLUBES COM AS CHAMADAS “TORCIDAS ORGANIZADAS” (QUADRILHAS?). MARKETING EXTREMAMENTE NEGATIVO PELO COMPROMETIMENTO DO NOME E DA IMAGEM DO CLUBE EM ATOS DE PURO VANDALISMO E DE DELINQÜÊNCIA CONTUMAZ.


“NOSSA” ARENA
 PARA ATENDER À JUSTA INQUIETAÇÃO DE CONSELHEIROS, SÓCIOS E PROPRIETÁRIOS DE CADEIRAS NO ELÁDIO DE BARROS CARVALHO, ANSIOSOS POR SABEREM DE QUE PRERROGATIVAS USUFRUIRÃO NA FUTURA ARENA, SITUAÇÃO QUE DEVERIA TER SIDO CLARAMENTE DEFINIDA NO CONTRATO NÁUTICO/ODEBRECHT, O PRESIDENTE DO CONSELHO DELIBERATIVO DO NÁUTICO ANUNCIA UMA CURIOSA PROVIDÊNCIA: VAI CONVIDAR UM PREPOSTO DA ODEBRECHT, EXATAMENTE O RESPONSÁVEL PELA COMERCIALIZAÇÃO DOS ESPAÇOS DA ARENA, PARA PRESTAR ESCLARECIMENTOS AOS CONSELHEIROS SOBRE AQUELAS DÚVIDAS. OU SEJA, O REPRESENTANTE DA ODEBRECHT VAI COMUNICAR AS REGRAS UNILATERALMENTE ESTABELECIDAS PELA EMPRESA A QUE SERVE.. QUE $EN$IBILIDADE SE PODERÁ ESPERAR DE UM DIRIGENTE COMERCIAL ?




13 de fev. de 2013




O texto havia sido enviado ao Blog nos dias 8 e 9 de janeiro.

Não o havia notado na caixa de entrada.

Falha minha!

Reenviado novamente.

Publico com imensas desculpas...




ENDOSSO À NOTA DO MTA E AVALIAÇÃO COMPLEMENTAR DO CONSELHEIRO NEWTON MORAIS E SILVA

A Direção do Náutico tenta passar a imagem de que vem realizando uma gestão exemplar no Clube. O torcedor menos informado pode até ser iludido por esse discurso, mas aquele que fizer uma análise mais acurada e isenta concluirá que, decorrido mais de um ano, pouca coisa mudou no clube, que continua sendo administrado de forma amadora, sem conseguir enxergar e transpor determinados paradigmas, gerando uma estagnação de ideias e propósitos que inibem o alcance de objetivos mais consistentes e duradouros.   


1.      PROMESSAS DE CAMPANHA NÃO CUMPRIDAS

1.1  Diretoria de Futebol Forte
Foi prometida a formação de uma Diretoria de Futebol forte, capitaneada por Américo Pereira e composta por Toninho Monteiro, Gustavo Krause, René Pontes, Paulo Pontes, Ivan Rocha, Renato Cunha e Zeca Cavalcanti. Gustavo Krause, como um dos principais articuladores da chapa, concedeu coletiva de imprensa falando em nome de todos, comprometendo-se a utilizar rígidos critérios nas contratações e nos gastos com o futebol. A prática, no entanto, não correspondeu ao discurso, inclusive em relação aos nomes prometidos, pois o único que permaneceu foi Toninho Monteiro.

1.2  Auditoria Permanente
Foi prometida a realização de auditoria permanente, a partir do primeiro dia da gestão. Até hoje, esse assunto sequer foi ventilado, apesar de o Conselho Deliberativo ter aprovado por unanimidade, há mais de dois anos, proposta do conselheiro Gustavo Krause, para realização de auditoria no Clube a cada seis meses.  

1.3  Sócios em Dia
O vice-presidente, Toninho Monteiro, prometeu a realização de uma Campanha para angariar 30.000 sócios. Hoje, apesar de sermos o único time de Pernambuco na Primeira Divisão, temos menos de 4.000 sócios em dia, quando tínhamos quase 6.000 adimplentes ao final de 2011. O pior é que a tendência é uma redução ainda maior, em função da insensatez da Diretoria, que aumentou substancialmente a mensalidade do sócio em um período em que estamos tendo apenas jogos amistosos. Nossas ações deveriam, na verdade, estar totalmente voltadas para um incremento expressivo no nosso quadro de associados, visando a nossa ida para a Arena.

1.4  Repasse Mensal de Cem Mil Reais para as Divisões de Base e Construção de Alojamento
Paulo Wanderley prometeu, ao longo da Campanha, repassar, mensalmente, cem mil reais para as Divisões de Base. Após mais de um ano da atual gestão, isso não ocorreu em nenhum mês. Foi dito, também, que a Odebrecht iniciaria as obras de construção dos alojamentos para as Divisões de Base, no Centro de Treinamento, no dia 14/12/2011 (coincidentemente, a véspera da eleição). As obras iniciaram-se um ano após a data prometida. 



2.      DESEMPENHO DO FUTEBOL
Muitos torcedores consideram que, em 2012, o desempenho do Náutico no futebol foi fantástico, mas será que isso é verdade? A resposta pode ser obtida a partir da análise do comportamento da equipe em cada uma das competições que disputamos.

2.1  Campeonato Pernambucano
Desastre total. Ficamos em quarto lugar e, consequentemente, fora da Copa do Nordeste. Contratamos 16 jogadores, dos quais apenas 2 (Souza e Felipe) foram aproveitados para o Campeonato Brasileiro. Vários jogadores, tais como Henrique, Dorielton, Jailton e Leo Santos, não tinham condições de jogar em time de Várzea. Acredito que até os dirigentes do Náutico reconhecem que tivemos um pífio desempenho no campeonato pernambucano.

2.2  Copa do Brasil
Decepcionante. Fomos eliminados, logo na segunda fase, pelo Fortaleza - clube que está na Terceira Divisão -, que nos goleou por 4x0 no primeiro jogo, tornando a partida de volta praticamente um amistoso. Qualquer dirigente de futebol do Náutico também vai concordar que nosso desempenho na Copa do Brasil foi simplesmente ridículo.

2.3  Campeonato Brasileiro
Nossa grande alegria. Atingimos a 12ª colocação e nos classificamos para a disputa do Sul-Americano, enquanto nosso grande rival foi rebaixado. Muitos estão maravilhados com o nosso time. Mas, pergunto eu, o que justifica um time tão bom ter sido o visitante de pior desempenho, obtendo míseros 7 pontos em 57 disputados, o que representa um índice de aproveitamento de apenas 12,28%. Como azar não acontece em todos os jogos, não consigo vislumbrar outras hipóteses para o nosso fraco desempenho fora de casa que não sejam o time ou o treinador - que é a alternativa que defendo, já que nunca considerei Gallo um grande técnico. Gostaria que aqueles que discordam do meu ponto de vista apresentassem uma razão plausível que possa justificar nosso fracasso fora dos Aflitos. Mas, o que explicaria a nossa excelente campanha nos Aflitos, sendo o quarto melhor mandante e conquistando 42 dos 57 pontos possíveis, obtendo um índice de aproveitamento de 73,68% nos jogos em casa? Em minha opinião, nosso time era apenas razoável e o fator gramado/torcida foi preponderante. Esse fato pode ser comprovado pelas inúmeras reclamações de jogadores adversários e pelo desempenho do Náutico nos Aflitos em 2011, quando tivemos uma única derrota, que foi aquela para o Vasco da Gama. É evidente que a Direção do Náutico também acertou em algumas contratações, como foram os casos de Martinez, Kieza, Araújo, Jean Rolt, Rhayner, Patric e Alemão, mas é importante lembrar que, ao longo do ano, contratamos 40 jogadores e nossa folha passou a ser superior a dois milhões de reais por mês. Jogadores de baixíssima qualidade, como Kim, Glaydson e Márcio Rosário, ganhavam salários exorbitantes. Por não corresponderem às expectativas, foram rescindidos os contratos de vários jogadores e alguns saíram denunciando o técnico, dando a entender que, para jogar no time, teriam que remunerar o comandante.




3.      DESCASOS DA ADMINISTRAÇÃO

3.1  Ida para a Arena
Estamos a alguns meses de transferir o nosso mando de campo para a Arena Pernambuco. O fato é que este contrato foi assinado há mais de um ano - depois de dois anos de negociações - e até a presente data, nem a Direção do Náutico sabe exatamente quais serão os benefícios que terão os sócios do clube - que, atualmente, pagam suas mensalidades e têm franqueada a entrada nos jogos -, os conselheiros - que pagam ao Clube meio salário mínimo por mês e têm direito ao acesso às cadeiras cativas - e os atuais proprietários de cadeiras cativas. Não se sabe, sequer, se os sócios do Náutico terão direito a algum desconto nos jogos. Não dá para entender porque essas cláusulas não constaram do contrato da Arena, considerando o longo tempo que tiveram para discutir o assunto. Convém lembrar que, alegando cláusula de confidencialidade, não foi permitido que os conselheiros lessem o contrato assinado com a Odebrecht e o Governo do Estado. É importante frisar que não somos contra a ida do Náutico para a Arena, muito pelo contrário, votamos a favor no Conselho. O que estranhamos são esses itens de fundamental importância não estarem amarrados no contrato e só agora estarem sendo negociados com a Odebrecht, que agora pode ditar as regras.

3.2  Submissão à Federação Pernambucana de Futebol
Não entendemos, também, a falta de altivez de nossa Direção em relação à Federação Pernambucana de Futebol. Primeiro, quando fomos seriamente prejudicados pelas arbitragens nos dois jogos contra o Sport – time do coração do presidente da Federação - nas semifinais do Campeonato Pernambucano. Em seguida, no alijamento do Náutico da Copa do Nordeste, apesar de ser um dos clubes fundadores e de ter participado de todas as edições anteriores do referido Torneio. Por fim, ao aceitar o ridículo regulamento do Campeonato Pernambucano de 2013 que, no formato aprovado, remete-nos a disputas iniciais sem nenhuma motivação, causando desgaste de imagem e prejuízo financeiro. A única explicação plausível para a passividade dos nossos gestores é o fato de que a Federação, ao ser instada a responder os ofícios assinados por inúmeros Conselheiros e Sócios do Náutico em relação à inelegibilidade de Berillo Júnior e Paulo Wanderley por conta do descumprimento da Lei Pelé, do Estatuto do Torcedor e do próprio Estatuto do Clube, em função da inadimplência na prestação de contas de 2010, não tendo como se contrapor aos questionamentos, optou por ignorar os ofícios entregues, apesar das inúmeras cobranças. É provável que, por conta disso, a Direção do Náutico tenha ficado sem força suficiente para assumir posições firmes sobre determinadas questões, aceitando passivamente todos os desmandos e lambanças da FPF-PE.

3.3  Saída de Gallo
Não sendo o Náutico uma instituição filantrópica, é inadmissível a saída de Gallo sem que o mesmo tenha arcado com o valor devido da multa rescisória. Embora seja difícil de acreditar que isso tenha ocorrido, a declaração foi feita pelo próprio presidente do Clube, Paulo Wanderley, e consequentemente, não admite questionamentos nem dúvidas. Tudo indica que nem o débito que o Náutico tem com Gallo foi perdoado, pois, caso isso tivesse ocorrido, o próprio presidente teria informado.


3.4  Contratação de Wagner Mancini
Não dá para entender a contratação de Wagner Mancini, já que existia uma rejeição quase que unânime ao seu nome. Ao contratá-lo, a Direção do Náutico demonstrou que não tem o menor respeito pelo que pensa o torcedor alvirrubro.

3.5  Ausência de Patrocinador Máster
É inadmissível o Náutico estar sem patrocinador Máster há vários anos. Por conta da incapacidade de nossa Direção, estamos perdendo anualmente uma grande fonte de receita.


Saudações alvirrubras.



Newton Morais e Silva
Conselheiro

2 de fev. de 2013





8 de nov. de 2012





Copa das Confederações de 2013 terá 6 sedes e ingressos a partir de R$ 60, diz TV
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Do UOL, em São Paulo

  • Eduardo Martino / documentography
    Obra na Arena Pernambuco ainda está distante de acabar, mas pode ser incluída no torneio
    Obra na Arena Pernambuco ainda está distante de acabar, mas pode ser incluída no torneio


A Copa das Confederações de 2013 terá seis sedes, incluindo o atrasado Recife, e o preço dos ingressos custará entre R$ 60 e R$ 3 mil. As informações são do Sportv, que antecipou o anúncio oficial que será feito pela Fifa em São Paulo, nesta quinta-feira. 
Com isso, o principal evento-teste para a Copa do Mundo de 2014 teria como sedes Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador e Recife. As dúvidas pairavam sobre as duas últimas, que veem seus estádios com o cronograma atrasado. Por isso, a própria Fifa cogitou uma edição em apenas quatro ou cinco locais. 
A Fifa vai anunciar oficialmente sua decisão a partir das 10h, em evento no Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu, em São Paulo. José Maria Marin, presidente do Comitê Organizador; Ronaldo, membro do conselho da entidade; e dirigentes da Fifa como Thierry Weil, diretor de marketing, devem anunciar ainda outras questões sobre o torneio. 
O torneio que reúne campeões continentais e a atual campeã mundial Espanha acontecerá entre 15 e 30 de junho do ano que vem. A abertura está prevista para o estádio Mané Garrincha, em Brasília, enquanto a decisão acontecerá no já reformado Maracanã, no Rio de Janeiro. 

30 de out. de 2012





Por ROBERTO VIEIRA  


Bairro aristocrático.

O bairro dos Aflitos nasceu de uma capelinha.

A Capela de Nossa Senhora dos Aflitos,

construção data de 1762.

Ninguém poderia imaginar que o bairro aristocrático e cristão.

Ficaria famoso por um ritual pagão:

o jogo de futebol.

Em torno dos Aflitos, surgiram os primeiros campos do Recife.

Campos mais sérios.

Com arremedos de grama.

O estádio da Malaquias.

O estádio da Jaqueira.

O campo do British.

E o estádio dos Aflitos.

Parecia que a Capela exortava os gols do futebol pernambucano.

Com o passar dos anos, apenas o campo dos Aflitos permaneceu.

Nos pés do Clube Náutico Capibaribe.

Um clube que se confundiu com o bairro.

A imensa maioria dos habitantes dos Aflitos é alvirrubra.

Prédios foram construídos como camarotes do velho estádio.

Os seus 30 hectares são a pátria alvirrubra.

Mas... e sempre existe um mas.

Com a inauguração da Arena da Copa tudo vai mudar.

O Náutico mandará seus jogos no novo estádio.

Um palacete avarandado em São Lourenço da Mata.

Região Metropolitana do Recife.

Pois é.

O último estádio dos Aflitos se vai.

A última lembrança do passado.

A Capelinha já reclamou.

Tem torcedor que não imagina futebol sem a rua da Angustura ao lado.

Até o trocadilho com Aflitos ficará apenas na memória.

Muita gente se pergunta:

o que será do Náutico sem os Aflitos?

Mas uma outra pergunta merece ser feita:

o que será dos Aflitos sem o Náutico?

Onde encontrará suas multidões vestidas de vermelho e branco?

Onde encontrará um grito de gol?

Será que o bairro festeiro e vetusto tornará a ser da Capela?

Dos passados de senhores de engenho?

Da triste e bucólica realidade burguesa?

Da mesmice dos empates do tempo?  

17 de out. de 2012




28 de mai. de 2012




Pernambuco é um sonho antigo.

Sonho de Duarte Coelho.

Sonho de Nassau.

Sonho de Caneca.

A Arena da Copa?

É apenas mais um sonho.

Hoje.

Pisando no solo de São Lourenço.

Vendo o concreto misturado com o deserto.

Não pude deixar de sonhar.

A Arena é como Suape.

O sonho de um povo que ousa lutar.

Lutar contra tudo e contra todos.

Lutar contra a absurda desigualdade regional.

Desigualdade que condena o estado a fechar seu estaleiro.

Estaleiro que era natural de Pernambuco há 200 anos.

A Arena deveria ser o sonho de cada pernambucano.

Porque no instante em que for dado o pontapé inicial na Copa das Confederações.

Não deixará de habitar uma pontinha de orgulho.

Em cada um dos corações que sonham.

Pernambucanamente...

14 de jan. de 2009





Tanto faz Jiquiá, TIP ou no Complexo de Salgadinho.

O que importa é a arena.

Pois há 60 anos o negócio deu com os burros n'água.

Em 1946, anunciaram o Brasil como sede do Mundial.

Escolha fácil.

Parecida com essa agora.

Não tinha rival.

A Europa estava destruída.

A Argentina?

Pra variar, brigada com o mundo.

Logo houve manchetes:

"Será construído um estádio municipal em Recife!"

Manchete essa ainda no ano de 1946.

Tempo que foi.

Vésperas da Copa e nem campo tinha.

Improvisou-se a Ilha do Retiro.

Os rubro negros deram uma ajeitada.

Tijolos e suor nas mãos.

Orgulho para o Leão da Praça da Bandeira.

Um vexame para o Leão do Norte.

Quase que não tem jogo aqui.

Acabou tendo Chile x EUA.

EUA que tinham armado a maior zebra das Copas contra a Inglaterra.

EUA que sairam de Minas Gerais pra jogar em Pernambuco.

Numa das tabelas mais loucas da história dos Mundiais.

Festa em Recife, vitória chilena por 5 x 2.

Numa verdadeira pelada.

Os jornais, então.

Pareciam diários sulistas na Guerra da Secessão.

Tinha até yankee no título da matéria.

Vamos ver se dessa vez a gente se emenda.

Vamos ver.