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29 de mar. de 2013






Foi daqueles dias tristes - pra mim.

Imaginava o Náutico de Baiano insuperável.

Mirandinha balançando as redes.

Mas o Santa Cruz sempre curtiu um supercampeonato.

Oitenta mil pessoas gritando.

O técnico Ernesto Guedes do Náutico é expulso.

Quase no mesmo instante.

Henágio chuta.

Cantarelli defende.

Ivan chuta.

Cantarelli defende.

Na sequencia, Gabriel balança as redes.

O Santa Cruz já comemora.

Mirandinha empata na bacia das almas.

Será?

Mas nos pênaltis deu tricolor.

Um tricolor que se fingia de frágil.

Pois trazia no sei alforje.

Jogadores do quilate de um Henágio.

Um Luís Neto.

Gomes, campeão brasileiro de 1978.

Ângelo, cria do Atlético de Reinaldo e Cerezo.

Zé do Carmo.

Um dos grandes volantes que este país conheceu.

Além da torcida.

Feliz da vida nas arquibancadas deste planeta...

26 de mar. de 2013





26 de março de 1983.

Ibirapuera.

Pai e filho juntos...

7 de mar. de 2013





7 de março de 1983.

Menotti chega pra ajudar Maradona no Barcelona.

A dinastia Udo Lattek se vai.

O Barcelona quase decola.

Mas no ano seguinte.

Goikoetxea quebra Dieguito.

E Menotti pede o boné e vai embora.

Levando uma Copa da Liga.

Uma Copa do Rey.

E uma Supercopa espanhola.

14 de out. de 2012







POR ROBERTO VIEIRA

44.424 pagantes.

18 de abril de 1983.

Fora os penetras.

Para presenciar uma das partidas mais dramáticas da história do futebol.

Voltando no tempo, o jogo Santos 7x6 Palmeiras no dia 6 de março de 1958.

Saldo de 5 torcedores mortos.

Um recorde.

Mas quantos faleceram neste dia 17 de abril de 1983 não se sabe.

Incontáveis foram socorridos. Oito foram levados para emergências cardiológicas.

Muitos nunca foram vistos novamente.

O Náutico formou com Pimenta; Vilson, Zé Eduardo, Ivan e Albéris; Lourival, Manguinha e Baiano; Ademir Lobo, Mirandinha e Zé Ronaldo.

O Palmeiras que gastou fortunas montando um supertime que reconquistasse o título brasileiro vinha treinado por Rubens Minelli escalando João Marcos; Perivaldo, Luís Pereira, Nenê e Marcio; Batista, Cléo (Enéas) e Carlos Alberto; Jorginho, Seixas e Baroninho.

O juiz foi o árbitro da final da Copa de 82 Arnaldo César Coelho.

O primeiro tempo assistiu ao domínio alvirrubro.

Numa falha da linha de impedimento do Palmeiras, Baiano aproveita e marca 1x0!

Então começa um pequeno dilúvio sobre o Arruda.

O campo pesado no segundo tempo torna o jogo uma batalha inesquecível.

O Palmeiras cerca.

O Náutico resiste bravamente e contragolpeia fulminante.

Luís Pereira habita a grande área alvirrubra.

Mirandinha dribla seguidamente Nenê.

E tome sarrafo.

A multidão grita. Depois se cala.

Então vem o primeiro ato do drama.

Mirandinha é lançado em velocidade.

Dribla Nenê pela enésima vez no ano.

Na corrida finta o goleiro João Marcos e quando a torcida já comemorava ele hesita e quando chuta em gol o arqueiro consegue se recompor e fazer a defesa.

A multidão vocifera: BURRO! ANIMAL! LOUCO!

Alguns torcedores saem desmaiados.

O Palmeiras volta ao ataque.

Os minutos passam.

A torcida silencia.

De repente Mirandinha é lançado em velocidade.

Dribla Nenê pela centésima-enésima vez no ano.

Na corrida finta o goleiro João Marcos e quando a torcida já comemorava ele hesita e não chuta.

Caminha lentamente como se estivesse na praia.

Arrasta-se lentamente em 'slow motion' na direção do gol.

Os torcedores ajoelham e imploram:

CHUTA! MARCA! PELO AMOR DE DEUS!

Mirandinha está surdo.

Quando se aproxima da linha do gol ele enfia o pé na bola e estufa as redes: 2x0!

DEUS! GÊNIO! SANTO!

Perdi as contas de quantas pessoas foram socorridas em minha volta.

Nem me lembro bem do terceiro gol do Náutico que venceu por 3x0.

Mas de vez em quando eu revejo a foto.

O olhar de Nenê estatelado no chão.

A torcida em pé.

Quem não morreu naquele dia pode ficar tranquilo.

De coração não morre nunca mais...


* Originalmente publicado no velho Blog do Roberto em 2007


24 de ago. de 2012





Fôlego de maratonista.

Zé Teodoro começou nas categorias de base do Goiás aos 14 anos.

José Teodoro Bonfim Queiroz que nasceu em Anápolis.

Tricampeão do Torneio de Toulon na França.

Ao lado de Wilson Gotardo, Luvanor e Mirandinha.

Revelação do Goiás, quinto lugar no Brasileirão 1983.

Zé que foi contratado por Juvenal Juvêncio para o São Paulo.

Por exigência do técnico Cilinho.

Chegando ao tricolor paulista.

Zé barbarizou na lateral direita.

Enquanto matava saudades de Goiás nas mesas do Recanto Goiano, no Bexiga.

A família de Zé, no entanto.

Não é goiana.

Seu Adolfo e Dona Nenzinha partiram de Santa Maria.

Interior da Bahia.

Com seus nove filhos.

Sonhando com o oeste maravilha.

Aos tricolores pernambucanos que desejem agradar ao Zé.

Basta acenar com um pintado na telha.

De preferencia com arroz Bonfim...