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29 de fev. de 2016





Tempo.

Bita e Elói.

O maior jogador alvirrubro de todos os tempos.

Jogador que define a eternidade do ataque das quatro letras.

Ao lado do pequeno Elói.

Esperança de 1969.



12 de ago. de 2013





Mestres!

Estas montagens eram comuns em 1969/70.

E nesta montagem aparece uma formação do Náutico.

Mestre Gilvannewton deseja saber a escalação.

Mestre Gilvannewton que me deu a dica: Bita está na foto.

Pude reconhecer também Lúcio Mauro, Arlindo e Elói.

Será que vocês podem nos ajudar?

Qual o resto da escalação?

1 de ago. de 2013





Não vou discutir com números.

O IBOPE realizou pesquisa em 1969.

Qual o clube mais querido do Brasil?

Deu Santos de Pelé.

Seguido do indefectível Flamengo.

Pelé era o Rei.

O tampa de crush.

E a pesquisa do IBOPE foi além.

Qual o clube mais querido de cada estado?

Em Pernambuco?

Deu... Náutico e Santa Cruz empatados em primeiro lugar com 36% dos votos.

Em terceiro veio o Sport.

Como já disse antes.

Não vou discutir com números.

O Náutico ainda era Hexa.

Vice da Taça Brasil.

Representante na Libertadores.

O Santa Cruz era o clube das multidões.

Não discuto com números.

Mas filosoficamente observem.

Como fazem diferença alguns títulos no coração do povo...


27 de jul. de 2013






Julho de 1951. O América, vice-campeão pernambucano, decide realizar um antigo sonho: conhecer a Cidade Maravilhosa. No ano anterior, antes da Copa do Mundo, os jornais chegaram a discutir se o América deveria ou não seguir os passos do Sport, única agremiação pernambucana a excursionar ao Sul-Maravilha. Os rubro-negros, comandados por Ademir Menezes haviam maravilhado o antigo Distrito Federal, passando por cima de Flamengo e Vasco da Gama. O sonho do América era repetir o feito do Leão. Para efeito de comparação, o Náutico só viria a atuar no Maracanã em 1965, pela Taça Brasil, e o Santa Cruz só pisaria no Rio de Janeiro em 1969, pelo Robertão. 


Se Dequinha já fazia parte do Flamengo, o alagoano Tomires era pau pra toda obra na defensiva esmeraldina. Na frente, o artilheiro Hamilton era esperança de muitos gols. Isaias, Dario, Astrogildo e Varejão davam conta do recado. O América convocou o árbitro Argemiro Félix, o popular Sherlock, e foi realizar seu sonho.

Chegando a capital brasileira, o América se defrontou no estádio da rua Álvaro Chaves com o Fluminense de Zezé Moreira. O jogo fazia parte das comemorações do 49º aniversário do tricolor carioca, o qual alinhou sua constelação de craques: Castilho; Lafayette e Pinheiro; Pé de Valsa, Stanford e Jaminho; Reis, Vilalobos (Didi), Carlyle, Orlando e Joel. Vale destacar os nomes de Jaminho e Orlando Pingo de Ouro, dois dos maiores craques nascidos em Pernambuco.

O América utilizou sua formação clássica com Zépaulo; Decadela e Geraldo; Tomires, Sevi e Astrogildo; Isaias, Hamilton, Macaquinho, Valerianoh e Dario. Uma equipe dotada de imenso espírito de luta, segundo a imprensa carioca, mas impotente para vencer Castilho em dia pra lá de inspirado. Com dez minutos de jogo, Joel e Carlyle já marcavam 2x0. Antes do intervalo, Orlando lembrou seus dias de Náutico e marcou o terceiro, deixando para Quincas balançar as redes pela quarta vez. A segunda etapa foi toda de luta do América para diminuir o placar adverso, fato que morreu nas defesas fantasmagóricas do arqueiro das Laranjeiras. 


Os jornais pernambucanos estamparam o 4x0 inapelável. Cronistas usaram seu talento para criticar severamente a viagem esmeraldina. Esqueceram até os elogios a boa arbitragem de Sherlock. O pânico se avolumou quando foi anunciado o próximo adversário: o Flamengo. Logo o rubro-negro, campeão do Torneio Início realizado naquela mesma semana no Maracanã. Logo o rubro-negro de Flávio Costa, retornando de excursão invicta pelo Velho Continente.

Novamente com Sherlock na arbitragem, o América entrou em General Severiano no dia 31 de julho de 1951, disposto a recuperar sua imagem. O problema era que o Flamengo tinha o paraguaio Garcia no arco, Biguá e Bigode no meio, Gringo, Índio e Esquerdinha no ataque – Gringo que se tornaria ídolo do Sport Club Recife. O resultado de 3x0 era absolutamente normal. Dois gols de Hermes na primeira etapa, o primeiro com apenas dois minutos de jogo, e um de Paulinho no segundo tempo. Astrogildo pelo América e Aloísio do Flamengo foram mais cedo pro chuveiro, aos sete minutos da etapa final. Com as bençãos de Argemiro Félix. 

A excursão terminava ali. Os jogos em Belo Horizonte estavam cancelados. Pernambuco tripudiava em cima do América. O Santa Cruz se preparou para vencer o rival na abertura do estadual.

Só que o América estava bem vivo. Com Borracha no lugar de Zépaulo, com o ataque envenenado, o América abriu o marcador aos 90 segundo de jogo com Isaías. Aos 9 minutos, Macaquinho estufou as redes de Neves. Aos 17 minutos foi a vez de Valeriano. O América vence por 3x1 e os adversários decidiram que era melhor jogar de bico fechado.  


24 de jul. de 2013





Agosto de 1969.

Mestre Ivan Brondi está pensativo.

As dores eram insuportáveis.

Cirurgia.

Rápida.

Esperança.

Olhar perdido nas quatro paredes.

Gesso.

Sofá.

O que será do futuro?

21 de jul. de 2013





21 de julho de 1969.

Um grande passo para a humanidade.

E a pior manchete da história da Folha...

5 de abr. de 2013






Sede da Estada do Arraial.

1969.

Festa de gala.

O América é campeão pernambucano de aspirantes.

Timaço de Ivan Xavier e Drailton.

Tempos depois.

Ivan e Drailton são vendidos ao Sport.

Ivan segue depois para o Alecrim.

Torna-se cidadão potiguar.

Drailton chega ao Náutico.

Vira lenda e campeão de 1974.

Imortais...

E é sempre bom lembrar.

A épica partida final do certame de 1969.

Ilha do Retiro.

O América precisando da vitória sobre o Náutico.

Para ser campeão direto.

O Náutico precisando vencer.

Para forçar uma negra.

Náutico de Gerailton, Elói e Ramos.

América com Ivan e Edson na zaga.

Ideltônio e Drailton na meia cancha.

Miza, Eduardo e Roberto no ataque.

Eduardo que resolveu tudo com três minutos de peleja.

América 1x0.

Pressão.

Talento.

Faixas.

Após o apito final do árbitro José Almeida.

O presidente Celso Muniz?

Sorrindo de graça...





11 de mar. de 2013







BRASIL 1X0 PARAGUAI, 1969 - O MAIOR PÚBLICO PAGANTE DA NOSSA HISTÓRIA 



Por ROBERTO VIEIRA   


Foi devagarzinho.

Primeiro a internet.

Depois o vizinho que perdeu seu filho.

Morto por uma torcida organizada.

Vieram as manchetes de máfia no apito.

Máfia da loteria.

Convocações compradas a peso de ouro.

A miséria também colaborou.

No dia em que desapareceu o último miserável do Brasil.

Onde encontrar jogador?

Nas escolinhas da classe alta e média?

Vieram as Arenas.

Luxuosas casas de espetáculo.

Camarotes vips desprovidos de negros e mulatos.

Um aqui outro acolá.

Skate, cubo, facebook, playstation, laptop, ipad e google.

Corrupção?

A política já era mais que suficiente.

Dirigente e propina encheu o saco.

Os brasileiros foram ficando em casa.

Diante da televisão.

Cansados dos elefantes brancos pós-Copa.

Maracanã transformado em estacionamento.

Cansados de Joões, Ricardos, Josés, Lucianos, Euricos e Edilsons. 

Os clubes foram sumindo.

Restaram quarenta.

Depois trinta.

Vinte.

Treze.

Criaram uma NBA tupiniquim.

Mas sem aquela paixão romântica nascida nos estaduais.

Nas bolas de gude.

No menino que amava o Sampaio Correia, o Treze, o Carlos Renaux.

Restou apenas lá e lô.

Foi nesse dia.

O dia em que cartolas e homens de mídia.

Atingiram finalmente sua solução final. 

O dia em que o futebol brasileiro acabou...

17 de jan. de 2013






Cracaço de bola.

Jogava mais que toda a seleção brasileira atual... junta.

Edu desembarca com a canarinha em Recife.

1969.

Observe a singeleza do veículo.

Veículo que transportou as Feras do Saldanha...

26 de set. de 2012




6 de jan. de 2009



[imagem]

A história é uma chata.

O mundo parece uma novidade.

Vem a história e revela o truque.

A farsa.

5 de janeiro de 1969.

Enquanto Carlos Imperial é preso por obscenidades (sic).

Enquanto Carlos Lacerda e Chico Buarque fogem para a Europa.

Israel ameaça os árabes.

Tal qual as manchetes de hoje nos jornais.

Como diria Lamartine.

Que não era o compositor:

"A história ensina tudo, inclusive o futuro..."


16 de set. de 2008




No futebol nada se inventa, tudo se copia.

Duvida?

Quer um exemplo?

Tá bom!

1969. O Náutico empata com o Santa Cruz em 1 x 1.

Gols de Mirobaldo e Nilsinho.

Mas o placar é o que menos importa.

O Santa Cruz mandava no campeonato. Fácil.

E o Timbu tinha que bolar um meio de neutralizar o rival.

O técnico Paulinho de Almeida havia lido sobre Beckembauer...

Por que não utilizar um jogador versátil, bom de bola, craque, na função?

Eureka!

Está nas manchetes, na escalação exótica para a época, nos jornais.

Paulinho chamou o genial Fraga de lado e lá foi Fraga ser líbero na vida com a número 6.

Os mais de 17 mil espectadores assistiram o Náutico jogar com a seguinte formação:

Válter; Fraga, Gena, Limeira, Fernando e Toinho; Didica e Nilsinho; Elói, Ramos e Lala.

O líbero ingressando na escalação oficial dos jornais.

O 1 - 4 - 2 - 3!

Inédito.

Com requintes de 5-3-2...

Méritos do treinador.

E méritos e classe do excepcional Fraga, falecido semana passada.

Porque líbero é posição de quem sabe tudo de bola. E mais um pouco.



29 de jul. de 2008



Os alvirrubros não recordam.

Os adversários preferem esquecer a fotografia.

1969.

A seleção brasileira visita Recife.

Irá jogar contra a seleção pernambucana na Ilha do Retiro.

Mas antes, o timaço de Saldanha treina nos Aflitos.

E Pelé veste o manto alvirrubro.

Reza a lenda que o Sport não quis o Rei.

Pior pro Sport, se é que a lenda é verídica.

Melhor para Pelé.

Pelé que em Pernambuco só vestiu o vermelho e branco...